
A proposta feita por governadores à presidente eleita, Dilma Rousseff, de recriação da CPMF, o "imposto do cheque" derrubado pelo Senado em 2007, foi repudiada pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).
Segundo o presidente da ordem, Ophir Cavalcante, a carga tributária já é extremamente excessiva.
"Jogar novamente no colo da sociedade a responsabilidade pela saúde, enquanto a máquina pública só aumenta seu gigantismo, é preocupante. A OAB vê com extrema preocupação essa proposta que está sendo introduzida na pauta política do país."
Para Ophir, a questão da saúde precisa ser discutida dentro do contexto da reforma tributária.
Dilma Rousseff afirmou na última quarta-feira que não enviará ao Congresso projeto de recriação da CPMF, mas sinalizou que pode vir a apoiar proposta semelhante por parte dos governadores.
Em entrevista ao lado de Dilma, o presidente Lula criticou setores do Congresso pela decisão de 2007. "Plano de saúde, todo deputado tem, fazem 500 exames. Tem que levar isso para a sociedade também", disse o presidente, argumentando que alguns exames complexos deixaram de ser feitos pela rede pública após a queda da CPMF.
Dilma havia dito durante a campanha que discutiria esse tema, caso fosse eleita.
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