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Protesto de funcionários fecha entrada da reitoria da USP pelo 3º dia seguido

Protesto de funcionários fecha entrada da reitoria da USP pelo 3º dia seguido

Atualizado: Quinta-feira, 14 Abril de 2011 as 11:47

Funcionários terceirizados protestam pelo terceiro dia seguido nesta quinta-feira (14) em frente à reitoria da Universidade de São Paulo (USP), na cidade universitária no Butantã. Integrantes do Sindicato de Trabalhadores da USP (Sintusp) também participam da manifestação, que fecha a entrada do prédio. Devido à manifestação, cerca de mil funcionários estão trabalhando em outros locais da USP desde terça-feira (12), segundo a reitoria.

Protesto de funcionários terceirizados responsáveis pela limpeza fecha reitoria da Universidade de São Paulo (USP) nesta quinta-feira (14) (Foto: Nelson Antoine/Foto Arena/AE)     De acordo com um dos diretores do Sintusp, Haníbal Cavali, o protesto é feito para exigir que a USP pague salários aos terceirizados e não à empresa em que trabalham.

Os funcionários terceirizados começaram uma greve na sexta-feira (8) por não terem recebido o salário do mês de março. Segundo a reitoria, não foi feito o repasse da verba pois a empresa União, contratada para prestar o serviço, está inadimplente com o poder público, e a USP não pode remunerar empresas nessa condição.

Devido aos protestos, as aulas na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP) ficaram suspensas entre segunda e terça-feira. As aulas voltaram nesta quarta-feira. Nesta quinta-feira, lixo foi jogada dentro do prédio da unidade, que tem 11 mil alunos. A direção da faculdade divulgou nota em que afirma que manterá as atividades apesar dos protestos.

"Manteremos as aulas e o curso normal das atividades. Colaboraremos, no que nos for de competência, para que o conflito trabalhista possa ser resolvido no menor prazo possível.

Ao mesmo tempo, não toleraremos que o vandalismo obscureça toda uma longa história de êxitos e de reconhecimento público", diz trecho da nota divulgada pela FFLCH.

Lixo é espalhado no prédio da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP) nesta quinta-feira (Foto: Monica Alves/AE/AE)

  A USP afirmou que rescindirá o contrato com a empresa. A USP disse que fez o pagamento dos salários dos funcionários em juízo. De acordo com a USP, outra empresa foi contratada para fazer a limpeza no campus.

O Sintusp protesta ainda contra a transferência de funcionários para outros prédios. “Eles não estão de acordo com essa mudança”, disse Cavali.

A reitoria confirmou que está em processo de alterações de locais de trabalho de parte dos funcionários. A área de consultoria jurídica foi transferida para um prédio próximo ao Fórum, no Centro de São Paulo, outro grupo foi para um prédio próximo à USP e 125 funcionários da área de tecnologia foram para o Centro Empresarial, na Zona Sul de São Paulo. Segundo a reitoria, foi feito um trabalho individual com os transferidos e aqueles que foram para outros locais concordaram com a mudança.

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