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Protestos afastam consumidores do Brás

Protestos afastam consumidores do Brás

Atualizado: Quarta-feira, 26 Outubro de 2011 as 12:40

Manifestação de camelôs causou fechamento das portas do comércio da região (Foto: Juliana Cardilli/G1)   Obrigados a ficar boa parte do dia com as portas fechadas e com menor movimento de clientes em meio a manifestações de camelôs, comerciantes que têm lojas na região do Brás, Centro de São Paulo, reclamavam na manhã desta quarta-feira (26) das vendas quase paradas nos últimos dias. Desde a noite de segunda (24) os camelôs que montavam suas barracas na região durante as madrugadas protestam contra a ação da Polícia Militar, que tem impedido sua ação na região.

Dono de uma loja há quatro anos nas proximidades da Feira da Madrugada, o comerciante Rubens Moura reclama da queda do movimento. “É a primeira vez que vejo uma confusão assim. Está péssimo, caiu totalmente o movimento. Todo mundo fica com medo, quem compra e quem vende. É uma situação complicada. Todo mundo tem o direito de trabalhar”, afirmou ele. Na sua loja, as portas estão entreabertas – quando há sinais de manifestação, elas são fechadas.

Portas da loja do comerciante Rubens Moura

ficaram entreabertas (Foto: Juliana Cardilli/G1) Também na região há quatro anos, o comerciante Osvaldo Guedes reclama das perspectivas para o fim do ano. “Está tudo parado, não tem vendas. O comércio já estava ruim desde o início do ano, a gente esperava melhorar”, afirmou. “Eu não fecho a porta, sou corajoso, mas deixo meio aberta. Mas a maioria quer fechar. O pessoal [compradores] não vem mais depois de tudo isso.”

Na manhã desta quarta, as lojas da região só começaram a abrir por volta das 10h30, quando os manifestantes foram dispersos pela polícia. Já a Feira da Madrugada permaneceu aberta durante toda a manh㠖 seus portões foram fechados momentaneamente apenas quando havia confronto entre policiais e manifestantes.

Confusão

A polícia usou bombas de gás em duas ocasiões nesta manhã para dispersar os manifestantes. Na primeira vez, por volta das 7h, os ambulantes haviam interditado a Avenida do Estado. Depois, por volta das 10h, mesmo após tendo combinado com a PM que deixariam uma das faixas de trânsito livre nas ruas Oriente e Monsenhor de Andrade, eles interditaram totalmente as vias, o que levou a PM a voltar a agir.

PM usou bombas de gás lacrimongêneo para dis-

persar manifestantes (Foto: Werther Santana/

Agência Estado) Após a confusão, os ambulantes se dispersaram. Desde a madrugada, os camelôs que trabalham na região protestam contra a proibição de montarem suas barracas nas ruas do bairro.

Segundo o major da PM Wanderley Barbosa Filho, que comanda a operação no Brás, duas pessoas foram detidas nesta manhã por depredação. Às 10h30, ele informou que a ordem no bairro havia sido restabelecida e que o trânsito estava liberado em toda a região. Policiais realizam bloqueios para garantir que os ambulantes não voltarão a ocupar as ruas. “Acabou o diálogo com os manifestantes. Eles não souberam cumprir as orientações”, disse Barbosa Filho.

De acordo com o major, a polícia precisou usar bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo porque os manifestantes bloquearam totalmente ruas do Brás, não acatando a ordem de liberá-las.

Por volta das 11h40, os camelôs voltaram a protestar no Brás. Desta vez, eles ocupavam apenas parte das ruas Oriente e Monsenhor de Andrade. Eles usavam uma corda para delimitar a manifestação e fazer com que ela não ocupasse toda a via.

Camelôs voltaram a protestar no final desta manhã. Eles usaram uma corda para

que os manifestantes não bloqueassem todo o trânsito da Rua Oriente (Foto: Juliana Cardilli/ G1)        

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