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PSB reúne cúpula para decidir futuro político de Ciro Gomes

PSB reúne cúpula para decidir futuro político de Ciro Gomes

Atualizado: Quinta-feira, 22 Abril de 2010 as 12

A cúpula do PSB se reúne na terça-feira, dia 27, para decidir se terá ou não candidato próprio ao Palácio do Planalto. O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) quer sair candidato à Presidência. Mas a candidatura própria do PSB depende de alianças em outros Estados - o partido integra a base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"A situação do Ciro vai ser discutida no dia 27. Vamos até lá ter o pronunciamento de todos os Estados para fechar a posição", disse o vice-presidente do partido, Roberto Amaral.

O Palácio do Planalto pressiona Ciro a retirar a sua candidatura por considerar que dois nomes da base governista na disputa podem dissipar votos, valorizando a candidatura de José Serra (PSDB) à Presidência.

O PSB quer contrapartidas do PT para convencer Ciro a desistir de disputar a Presidência da República. Em meio à pressão do Palácio do Planalto para que o parlamentar apoie a candidatura de Dilma Rousseff (PT), integrantes do partido pediram o apoio petista em pelo menos quatro Estados onde têm candidatos ao governo ou ao Senado.

Os pedidos foram apresentados anteontem a um dos coordenadores da campanha de Dilma, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. O PSB quer o apoio do PT no Distrito Federal, Espírito Santo, Piauí e Amapá.

O presidente do PSB, Eduardo Campos, se reuniu ontem com integrantes do partido em Brasília para dar início às conversas que vão definir o futuro político de Ciro. Campos disse que vai fazer consultas aos Estados para avaliar se a eventual aliança nacional com o PT não vai trazer entraves regionais.

Nas conversas estaduais, Campos deve apresentar o mapeamento da situação dos diretórios regionais que discutiu com Amaral. O levantamento indica que o PSB terá candidatos a governador no Ceará, Piauí, Amapá, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Ao Senado, são sete candidaturas do PSB e algumas em conflito com o PT, como em São Paulo e Minas Gerais.

Palavra final

Campos disse que, apesar da pressão do presidente Lula, caberá ao PSB decidir o futuro de Ciro. "Colocar candidatura ou tirar candidatura é uma tarefa da direção nacional do partido, ouvindo a sua base. Não é uma tarefa nem do presidente da República, que ao nosso ver é o coordenador do processo de sua sucessão, mas não cabe ao Lula decidir o que nós vamos fazer ou não com o Ciro", disse.

Campos afirmou que o deputado vai cumprir a decisão do comando do PSB. "O nosso PSB continua a sonhar com a Presidência da República. Se vai ser possível? As circunstâncias políticas vão dizer."

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