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PSDB cobra posição de Dilma sobre plano de direitos humanos

PSDB cobra posição de Dilma sobre plano de direitos humanos

Atualizado: Segunda-feira, 11 Janeiro de 2010 as 12

O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), cobrou ontem uma manifestação da potencial candidata do PT à Presidência, ministra Dilma Rousseff, acerca do controverso plano de direitos humanos decretado pelo governo. A titular da Casa Civil estava em férias e retorna ao trabalho hoje.

Para Guerra, ''é inimaginável que uma iniciativa dessa complexidade não tenha a participação da Casa Civil''. ''Por que a ministra Dilma, que fala sobre tudo, está calada?'', alfinetou.

O governador de São Paulo e possível candidato do PSDB à Presidência, José Serra, avisou a interlocutores que não pretende falar sobre o assunto. Então presidente da UNE, Serra exilou-se após o golpe militar.

Serra tem sido aconselhado a evitar o debate, sob argumento de que importaria para o PSDB uma polêmica que consome a base governista. O ideal, recomendam os serristas, é assistir à crise. Os tucanos ainda temem que a apresentação do programa tenha nascido de uma tentativa de reconquista dos movimentos sociais. E, em caso de descuido, o PSDB poderia acabar caracterizado como conservador, acirrando o caráter plebiscitário que o PT pretende dar à eleição.

No PSDB, há quem duvide que Serra consiga driblar o assunto. Nesse caso, a orientação é concentrar críticas à forma de concepção do programa, contornando o mérito de temas mais delicados. ''O método não é adequado.

Como se constrói democracia em cima de representação de conferências estaduais e nacional? É distorção da representatividade'', disse o vice-governador Alberto Goldman. ''O Congresso não discutiu'', diz o líder do PSDB na Câmara, José Aníbal.

Por Catia Seabra

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