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PSDB deixa para definir no domingo apoio a candidatos à presidência do Senado

PSDB deixa para definir no domingo apoio a candidatos à presidência do Senado

Atualizado: Quinta-feira, 29 Janeiro de 2009 as 12

PSDB deixa para definir no domingo apoio a candidatos à presidência do Senado

O PSDB só vai decidir no domingo, 1º de fevereiro, se apóia as candidaturas do petista Tião Viana (AC) ou do peemedebista José Sarney (AP) à presidência do Senado. O presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra (PE), e o líder Arthur Virgílio Neto (AM) querem mais tempo para analisar com a bancada as respostas dos candidatos às propostas apresentadas.

Na tarde de ontem, 28, o vice-líder Álvaro Dias chegou a publicar em sua página pessoal na internet que o PSDB decidira apoiar Sarney. "Ele retirou isso não retirou? Então, pronto!", afirmou Sérgio Guerra ao ser questionado sobre as declarações do peessedebista paranaense. Guerra disse, ainda, que Álvaro Dias e outros senadores do partido têm clara simpatia pela candidatura de José Sarney da mesma forma que o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) tem simpatia pela candidatura de Tião Viana. O presidente do PSDB ressaltou que, por conta disso, a discussão deve ser mais aprofundada na bancada para que haja uma postura única na votação de segunda-feira, 2.

O líder Arthur Virgílio ponderou, também, o fato de Tião Viana ter encaminhado sua resposta por escrito, de forma "correta e objetiva". O parlamentar acrescentou que desde o primeiro momento o PSDB disse que não há vetos ao senador petista. "Nós somos oposição mas não sofremos de ‘petefobia’ (sic)", disse o líder tucano. "Não vou duvidar do senador José Sarney, mas o Tião Viana respondeu de forma objetiva", disse Arthur Virgílio.

Os dois senadores negam que a demora em oficializar a decisão sobre o rumo que vão tomar nesta disputa tenha a ver com a composição dos cargos para a Mesa Diretora e as presidências das comissões.  O líder do PSDB considera natural que o partido busque mais espaço político na distribuição das presidências das comissões. Ele minimiza a possibilidade de Tasso Jereissati não emplacar o comando da Comissão de Assuntos Econômicos. Da mesma forma, Arthur Virgílio não vê qualquer possibilidade de o comando da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) ser entregue ao senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL). "Regimentalmente, com base no critério da proporcionalidade partidária, nós temos o direito de fazer a terceira indicação. Indicaremos o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) para a Comissão de Relações Exteriores e pronto".

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