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PT não teme perder cargo no Senado após acordo sobre rodízio, diz Dutra

PT não teme perder cargo no Senado após acordo sobre rodízio, diz Dutra

Atualizado: Quarta-feira, 2 Fevereiro de 2011 as 9:38

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, afirmou nesta terça-feira (1º) que não teme que seu partido perca a primeira vice-presidência do Senado devido ao acordo fechado entre Marta Suplicy (PT-SP) e Fernando Pimentel (PT-MG), de se revezarem no cargo após um ano de mandato.

Marta foi eleita nesta terça para a função. Pelo acordo, ela deixaria o cargo após um ano para que Pimentel assumisse a função. Mas, para que isso aconteça, deve haver uma nova eleição no ano que vem para a vaga. Isso pode atrair o interesse de outros partidos em pleitear o posto e frustrar os planos do PT.

"Eu particularmente acho que não vai haver problema. (...) Acho que já há jurisprudência suficiente no Senado para garantir esse ato de rodízio", disse o presidenet do PT. Ao se referir à "jurisprudência" do Senado, Dutra se refere a acordos similares cumpridos como o combinado em anos anteriores.

"Acho que é uma coisa natural, já aconteceu isso inclusive, não é novidade. O PT já fez isso na Mesa do Senado. Eu, inclusive, era suplente da Mesa na década passada e, quando me tornei líder, renunciei e o conjunto do plenário elegeu o senador [Eduardo] Suplicy (PT-SP)", afirmou.

O petista defendeu, no entanto, que será necessária "uma série de conversas" para garantir que tudo ocorra como planejado. "Esse rodízio envolve a renúncia do mandato e envolve a eleição, da qual participam todos os partidos. Então, é claro que vai ser necessária uma série de conversas e acordos com os partidos para garantir que o sucessor seja também do PT", disse Dutra.

Rodízio na presidência

José Eduardo Dutra também comentou a suposta intenção do governo de tentar instaurar um esquema de rodízio para a presidência do Senado, como corre na Câmara entre o PT e o PMDB.

Ele lembrou que não foi firmado nenhum acordo em relação ao Senado Federal, mas disse que, quando as novas eleições se aproximarem, dentro de dois anos, o PT pode tentar negociar com o PMDB.

"É lógico que daqui a dois anos vai se rediscutir o assunto. Se o PMDB insistir em manter a presidência diante da tradição do Senado, vai manter. Até porque, ao contrário da Câmara, no Senado não há antecedentes de um partido que não tem a maior bancada presidir a Casa", declarou.

Por: Fábio Tito

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