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PT vai percorrer 645 cidades paulistas atrás de apoio a Dilma

PT vai percorrer 645 cidades paulistas atrás de apoio a Dilma

Atualizado: Quarta-feira, 6 Outubro de 2010 as 11:23

As bancadas federal e estadual do PT paulista, além dos deputados eleitos e da senadora eleita Marta Suplicy, terão agenda própria e estão escalados para percorrer os 645 municípios paulistas a partir do próximo fim de semana. A intenção é dar corpo no Estado à campanha de Dilma Rousseff, candidata à presidência da República pelo partido, e agregar votos dos insatisfeitos com o governo de José Serra (PSDB). Na próxima sexta-feira, Dilma irá a São Paulo para participar de um evento que dará a largada à sua campanha no Estado para a disputa do 2º turno. O encontro acontece no Palácio do Trabalhador, sede da Força Sindical.   A intenção é que mesmo as cidades mais pequenas recebam uma comitiva petista. Os petistas avaliam que 60% dos votos válidos dos paulistas não foram dados a Serra e que há um grande espaço para o crescimento da candidatura Dilma.

As 19 direções regionais do PT ficarão encarregadas de criar essas agendas. Edinho Silva, presidente estadual do partido conversou na terça-feira (5) com Antonio Palocci, coordenador da campanha de Dilma, que garantiu a presença dela no Estado na sexta-feira. O deputado estadual Rui Falcão, um dos coordenadores da campanha de Dilma, afirmou que a agenda de campanha paulista utilizada por Mercadante, será mantida. "Temas como o abuso dos pedágios, salários abaixo do mínimo, excluídas gratificações e bônus e baixos soldos dos policiais serão trazidos ao debate, já que são motivo de insatisfação de muitos paulistas".

Falcão diz que a falta de diálogo de Serra com os movimentos sociais também será exploradas. De acordo com ele, nesta quarta-feira, o partido reúne cerca de 30 prefeitos do partido, que também serão chamados para engrossar a campanha de Dilma.

A questão muito explorada na reta final da campanha, de que Dilma seria a favor do aborto, também foi avaliada, já que o assunto se refletiu principalmente no eleitorado religioso.

Falcão afirmou que o tema não decide a eleição, mas sim a comparação do governo Lula com os 8 anos do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O senador Aloizio Mercadante (PT), que disputou o governo paulista mas não conseguiu ir ao segundo turno, afirmou que nos oito anos de governo Lula, a vida foi defendida com medidas de combate à pobreza, a expansão do Bolsa-Família e a criação do Prouni.

"Eles estão querendo trazer de volta a campanha do medo. Em 1989 dizíam que iríamos dividir a casa das pessoas, depois que traríamos de volta a inflação", disse. Segundo ele, "boatos se desfazem com informação". Mercadante disse que também irá procurar os candidatos Celso Russomanno (PP), Paulo Skaf (PSB) e Fabio Feldman (PV), em busca de apoio para Dilma.

De acordo com o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, que coordenou a campanha de Mercadante, a senadora eleita Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PCdoB), que não conseguiu a vaga, também participarão das atividades em São Paulo, ao lado de Aloizio Mercadante.     Postado por: Guilherme Pilão

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