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PTB gaúcho vai decidir se pune deputados após suposta agressão

PTB gaúcho vai decidir se pune deputados após suposta agressão

Atualizado: Terça-feira, 21 Junho de 2011 as 2:51

A direção do PTB gaúcho se reúne na manhã da próxima segunda-feira (27), de acordo com a assessoria do partido, para discutir se houve agressão no episódio envolvendo o deputado federal Sérgio Moraes e estadual Ronaldo Santini no fim de semana passado.

Segundo a assessoria de Santini, após uma discussão entre os dois, Sérgio Moraes teria dado um tapa no rosto do deputado estadual durante um encontro da legenda, em Porto Alegre. Já Moraes, que ficou no centro de uma polêmica em 2009 após dizer que estava "se lixando" para a opinião pública, negou que tenha dado o tapa intencionalmente.

A legenda também decidirá se vai punir os deputados por conta da discussão e avaliará, conforme a assessoria, se vai remeter o caso ao Conselho de Ética do partido. A assessoria do PTB gaúcho afirmou que a legenda vai analisar ainda as declarações dadas pelo deputado Sérgio Moraes após o episódio.

Ao G1, Sérgio Moares afirmou que caiu durante a confusão, e que sua mão, por consequência da queda, atingiu involuntariamente o colega de legenda. “Se eu tivesse que bater nele, eu ia dar um soco, não um tapinha com a mão esquerda”, disse o parlamentar.

O deputado federal explica que o bate-boca teria ocorrido depois que ele questionou, em discurso aos filiados, o critério usado pelo PTB para distribuição de cargos no governo do estado. “Fiz um discurso que não foi contestado por ninguém. Eu não quero cargo pra mim. Os filiados me aplaudiram quando eu disse que o partido não pode usar os cargos em benefício próprio, fazer panelinha”, afirmou Moraes.

Cargos à disposição

Conforme a assessoria do PTB gaúcho, o presidente do diretório estadual, Luís Augusto Lara, procurou o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, para colocar todos os cargos no governo ocupados por membros de seu partido à disposição.

De acordo com a assessoria de Lara, que ocupa atualmente o cargo de secretário do Trabalho, o objetivo do partido era evitar que um “desgaste interno tivesse reflexos no governo”. Ainda segundo a assessoria, a devolução dos cargos foi recusada pelo governador, que alegou só considerar este tipo de afastamento em casos que envolvem “incompetência” ou “desvio de conduta”.

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