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Público lota salas de cinema durante Virada Cultural

Público lota salas de cinema durante Virada Cultural

Atualizado: Segunda-feira, 18 Abril de 2011 as 10:50

A 7º Virada Cultural, evento organizado pela prefeitura de São Paulo em parceria com o governo do Estado, vai até as 18h do domingo (17/4) e, como nos anos anteriores, tem em sua programação de cinema um dos destaques do evento, com diversas sessões e mostras temáticas.

Tradicionais salas do centro da cidade, a maioria dedicada ao sexo explícito no restante do ano, mudaram sua programação para exibir uma maratona de 24h de filmes diversos. O Windsor, na av. Ipiranga, exibe filmes de José Mojica Marins, o Zé do Caixão. O Palácio do Cinema, na av. Rio Branco, estreou na Virada com duas salas: uma com musicais e outra com longas estrelados por divas como Madonna e Cher. O Cine Olido, no largo do Paissandu, tem uma programação focada em canibais e zumbis. Terremotos, incêndios, naufrágios e os desastres naturais fazem parte da programação do tradicional Cine Dom José.

O Cineclick virou a noite com os fãs de cinema da cidade e descobriu personagens interessantes como o carioca Felipe Veiga, que veio do Rio de Janeiro especialmente para participar da Virada.Vestido a caráter, o fã de filmes de zumbis aguardava o início da sessão de Zombie Holocausto no Cine Olido. "Tenho um coleção de mais de 60 filmes do gênero. Não perderia um evento desses por nada. Quero ter a oportunidade de ver alguns filmes na tela grande", disse o morto-vivo morador da Barra da Tijuca.

Participando pela primeira vez do evento cultural, a advogada Renata Bulgueroni e o engenheiro Heitor de Santis aguardavam a exibição de Canibal Holocausto na extensa fila que se formou na Galeria Olido. "Sou apaixonada por filmes do gênero e não poderia perder essa oportunidade de apresentar esse clássico para ele", disse Renata referindo-se ao noivo que desconhecia a fama do polêmico filme de Ruggero Deodato.

Das salas de cinema visitadas pelo Cineclick, a que tinha a pior infraestrutura para receber o público era o Palácio do Cinema. A reportagem presenciou dezenas de pessoas desistindo de assistir aos filmes devido às condições precárias do lugar, que em dias normais exibe filmes pornográfico e é ponto de encontro de gays e travestis. "Não deu para ficar lá dentro, o cheiro de desinfetante misturado com urina era insuportável", revelou o estudante Rafael Bortoletto, que deixou a sala acompanhado de amigos poucos minutos depois de entrar.

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