MENU

Público pede linchamento do casal na porta do fórum

Público pede linchamento do casal na porta do fórum

Atualizado: Sexta-feira, 26 Março de 2010 as 12

Ao contrário da previsão inicial da Polícia Militar de São Paulo de que o número de pessoas iria reduzir na noite desta sexta-feira, quinto e provável último dia do julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, o movimento de curiosos aumentou nas últimas duas horas. Um grupo de manifestantes pede o linchamento do casal.

Com faixas e camisetas estampadas com a foto de Isabella, os curiosos fazem músicas pedindo o linchamento dos acusados de matar a menina Isabella em 2008. "Pega lá, pega lá, pega lá, pra nós linchar", dizem. Até as 20h30, a Polícia Militar ainda avaliava se iria aumentar o policiamento no local, realizado até esta sexta-feira por um efetivo de cerca e 35 homens.

Segundo o tenente-coronel Ricardo de Souza, responsável por comandar a segurança no local, a avaliação será realizada levando em consideração o número de curiosos que estiverem em frente ao fórum pouco tempo antes da divulgação do veredicto. O reforço é devido aos incidentes de tumulto ocorridos ao longo da semana e o receio de confusão após a divulgação da sentença.

O veredicto do júri popular deve sair por volta da 1h da madrugada deste sábado, de acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça. Neste quinto dia de julgamento, os trabalhos recomeçaram com os debates. Por duas horas e trinta minutos, o promotor Francisco Cembranelli tentou a convencer o Conselho de Sentença sobre o a culpa dos réus. À tarde, depois de um intervalo de quase duas horas, o advogado de defesa do casal usou seu espaço para reforçar a sua versão de inocência do casal.

Às 19h45, o promotor encerrou a réplica. Em seguida, a defesa pode pedir tréplica, com um tempo de até duas horas. A partir deste momento, o juiz reúne o Conselho de Sentença na sala secreta para a votação, seguida pela leitura do veredicto.

O caso

Isabella tinha 5 anos quando foi encontrada ferida no jardim do prédio onde moravam o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo, em 29 de março de 2008. Segundo a polícia, ela foi agredida, asfixiada, jogada do sexto andar do edifício e morreu após socorro médico. O pai e a madrasta foram os únicos indiciados, mas sempre negaram as acusações e alegam que o crime foi cometido por uma terceira pessoa que invadiu o apartamento.

O júri popular do casal começou em 22 de março e deve durar cinco dias. Pelo crime de homicídio, a pena é de no mínimo 12 anos de prisão, mas a sentença pode passar dos 20 anos com as qualificadoras de homicídio por meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e tentativa de encobrir um crime com outro. Por ter cometido o homicídio contra a própria filha, Alexandre Nardoni pode ter pena superior à de Anna Carolina, caso os dois sejam condenados.

veja também