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Queixas contra fraude no cartão crescem 43% no primeiro semestre, diz associação

Queixas contra fraude no cartão crescem 43% no primeiro semestre, diz associação

Atualizado: Segunda-feira, 3 Agosto de 2009 as 12

A Associação Nacional dos Usuários de Cartões de Crédito (Anucc) recebeu neste ano 943 reclamações de usuários que tiveram o cartão de crédito clonado ou receberam cobranças indevidas na fatura. O número é 43% superior ao registrado no primeiro semestre de 2008, quando a entidade recebeu 661 reclamações.

A polícia e as administradoras de cartões não divulgam estatísticas oficiais sobre a clonagem. Levantamento informal da Anucc aponta 51 casos relacionados à clonagem de cartões registrados neste ano na cidade de São Paulo contra 24 no mesmo período do ano passado.

"Neste ano, particularmente houve um volume maior de apreensões de cartões fraudados comparativamente ao segundo semestre do ano passado. Nós fazemos o acompanhamento do que é noticiado pela mídia e pela própria polícia", disse a presidente da Anucc, Kássia Correa.

Vice-presidente de tecnologia de uma multinacional fabricante de caixas eletrônicos, o engenheiro elétrico Carlos Alberto de Pádua afirma que para cada novo mecanismo de segurança os criminosos inventam uma nova fraude.

"É uma corrida: os criminosos fazem ataques mais avançados tecnologicamente e nós usamos tecnologia para subir ainda mais a barreira. A clonagem de cartão da forma como estava se popularizando no Brasil está ficando cada vez mais dificil por conta dessas soluções de tecnologia", afirmou.

Pádua afirma que o risco para o cliente é maior nos bancos e administradoras de cartão que demoram mais a atualizar seus equipamentos. De acordo com ele, é praticamente impossível clonar o cartão com chip, enquanto o cartão equipado apenas com a tarja magnética facilita a vida dos criminosos.

Caixas eletrônicos que não receberam atualização tecnológica são facilmente penetráveis pelos hackers que dominam novas tecnologias. Já os mais novos são praticamente invulneráveis. "Na máquina que tem todos esses tipos de solução, fica praticamente impossível fazer a fraude."

O engenheiro afirma que as empresas aumentam em até 15% o valor de seus investimentos em segurança a cada ano para evitar as fraudes. "O principal motivo de compra de máquinas novas é aumentar a segurança contra esses ataques", afirmou.  Cada máquina custa entre R$ 20 e R$ 40 mil.

Kássia, da Anucc, afirma que falta investir mais. Para ela, as empresas de cartão de crédito se procupam mais com o lucro do que em oferecer a segurança real para o usuário de cartão. "Há nove anos, desde a existência da associação,que o discurso das administradoras sempre é o mesmo. Eles não investem em tecnologia, em segurança, para não onerar o próprio negócio."

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