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Queremos uma polícia ética, diz Martha Rocha em seminário no Rio

Queremos uma polícia ética, diz Martha Rocha em seminário no Rio

Atualizado: Terça-feira, 31 Maio de 2011 as 1:46

Policias de todas as delegacias do estado do Rio se reuniram na manhã desta terça-feira (31) para assistir a uma palestra sobre intolerância religiosa. O objetivo do encontro, segundo a chefe de Polícia Civil, Martha Rocha, é preparar os policiais para melhor distinguirem nos crimes, delitos e conflitos os aspectos de intolerância religiosa envolvidos, para dar melhor encaminhamento às investigações policiais.

"Queremos uma polícia pró-ativa, ética, de resultados e que respeite as diferenças", disse ela.

Martha Rocha lembrou que quando assumiu a chefia de Polícia Civil pediu a realização de uma cerimônio interreligiosa. Ela explicou que desde 2008 existe na polícia um núcleo pesquisando intolerância religiosa. A chefe de Policia Civil disse, ainda, que tem se empenhado na qualificação dos policiais.

O seminário realizado na Academia de Polícia Civil, no Centro do Rio, é coordenado pelo delegado Henrique Pessoa, que coordena um grupo de estudos sobre o assunto. Participam da mesa de debates ainda a professora da Universidade Federal Fluminense (UFF) Ana Paula Mendes de Miranda, coordenadora da pesquisa da universidade sobre o tema, e Ivanir dos Santos, representante da Comissão de Combate à intolerância Religiosa.

Setores engajados

Ivanir afirma que esses casos têm diminuído muito graças à ações como a do seminário, que vem conscientizando as pessoas em relação às diferenças religiosas. Ivanir contou que muitos setores da sociedade se engajaram na causa, sendo a mais recente a Uerj, que já programou para setembro, em sua concha acústica, um show com músicas de várias religiões. "Se a polícia enquadra um crime conforme a lei, ele tende a diminuir", disse Ivanir em relação ao preparo dos policiais para atuar nesse tipo de conflito.

A professora Ana Paula aprova que os policiais tenham treinamento para atuar nos conflitos religiosos. "A Polícia Civil pode estar atuando como a porta de entrada para o reconhecimento de direitos, não na repressão, mas na intervenção para evitar os conflitos".

Ela ressalta que a religião tem sido, ao longo da história, a maior causadora de guerras no mundo.

"Por isso, temos que tratar dos conflitos no início", disse.          

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