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'Queria que Bruno tivesse sido solto', diz tio na porta de presídio

'Queria que Bruno tivesse sido solto', diz tio na porta de presídio

Atualizado: Quinta-feira, 11 Agosto de 2011 as 11:45

Sérgio Rosa Sales, durante uma das audiências

em Minas (Foto: Pedro Triginelli/G1)

  O primo do goleiro Bruno Fernandes, Sérgio Rosa Sales, aguarda nesta quinta-feira (11) o cumprimento do álvara de soltura para esperar em liberdade o julgamento pela morte de Eliza Samudio. O pai dele, Carlos Alberto Sales, e duas irmãs de Sérgio estiveram na porta da Penitenciária Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana. "Estou muito satisfeito pela liberdade do Sérgio, mas queria que Bruno tivesse sido solto também, porque ele é um menino muito bacana. A casa que eu moro foi o Bruno que me deu", disse Carlos Alberto Sales.

Os familaires compareceram ao presídio na manhã desta quinta-feira (11) acompanhados do advogado Marco Antônio Siqueira, mas apenas o defensor entrou no presídio. De acordo com o advogado, a liberdade de Sérgio depende de uma decisão da juíza Marixa Fabiane Rodrigues, que pode enviar um oficial de Justiça à penitenciária ou pode pedir que ele  compareça ao fórum de Contagem. Dois de três desembargadores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais votaram nesta quarta-feira (10) pela liberdade provisória do réu.

Pai de Sérgio Rosa Sales aguarda saída do filho da

penitenciária (Foto: Alex Arújo/G1 MG)

  De acordo com Carlos Alberto Sales, o filho agora vai poder retormar a vida, voltar a trabalhar e a estudar. A mãe de Sérgio e a namorada ficaram em casa, na expectativa que o primo de Bruno deixe a penintenciária ainda na manhã desta quinta-feira (11). "Ela [mãe de Sérgio] ficou preparando o almoço", contou.

A assessoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que o ofício que determina a soltura do réu foi remetido à Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Contagem no meio da manhã desta quinta-feira (11).

"Estamos muito satisfeitos com a decisão da Justiça de soltar o Sérgio, porque ele é mera testemunha dos fatos. Em uma oportunidade ele vai dizer à juíza tudo o que aconteceu. Ele não é participante, porque ele não trouxe a moça [Eliza], ele não acautelou a moça, ele não levou a moça para levar o taxi", disse o advogado de Sérgio.

Julgamento de recurso

Nesta quinta-feira (11), desembargadores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais negaram pedido da defesa dos oito réus para que fosse revogada a decisão de que eles sejam julgados por um júri popular, determinada pela juíza Marixa Fabiane Rodrigues, de Contagem. Das decisões, cabe recurso. Na mesma sessão, foi votada a liberdade provisória de Sérgio Rosa Sales.

De acordo com o desembargador Doorgal Andrada, Sérgio Rosa Sales não apresenta capacidade de influenciar testemunhas, não tem poder aquisitivo e colaborou com as investigações.

    O advogado de Sales, Marco Antônio Siqueira, disse que sempre esperou que seu cliente fosse solto. Para Siqueira, Sérgio Sales é uma testemunha do crime. 

O presidente da mesa, desembargador Delmival de Almeida Campos, votou a favor da liberdade do primo de Bruno, mas que ele não fosse solto imediatamente e que a juíza Marixa Fabiane Rodrigues defina essa questão.

O pedido do Ministério Público para que outros quatro réus, Dayanne Souza, Wemerson Marques, Elenilson Vitor da Silva e Fernanda Castro, também fossem julgados por homicídio triplamente qualificado foi negado pelos magistrados. Dayanne, Marques e Silva respondem em liberdade pelo sequestro e cárcere privado do filho do goleiro Bruno. Já Fernanda responde por sequestro e cárcere privado de Eliza e do filho dela.

O advogado de Bruno, Cláudio Dalledone Jr., disse que já esperava que o goleiro não conseguisse a liberdade provisória e que não deve mais recorrer da decisão sobre o júri popular. O advogado falou que, agora, vai esperar o julgamento. Dalledone completou, dizendo que o goleiro acredita que vai ser absolvido das acuções pelo "povo".     Esta decisão deve dar continuidade ao julgamento dos réus, que está paralisado desde dezembro do ano passado, segundo informações do TJMG. A juíza Marixa  determinou que oito pessoas fossem a júri popular pelos crimes relacionados ao caso.

Flávio Caetano Araújo , que era motorista do goleiro, foi solto por meio de um alvará no dia 26 de novembro de 2010 e foi absolvido de todas as acusações.

Entenda o caso

Após um relacionamento com o goleiro Bruno, Eliza Samudio deu à luz um menino em fevereiro de 2010. Ela alegava que o atleta era o pai da criança. Atualmente, o menino mora com a mãe da jovem, em Mato Grosso do Sul. Segundo a polícia, Eliza teria sito morta no início de junho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A Polícia Civil indiciou Bruno e mais oito envolvidos no desaparecimento e morte da jovem. A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia do Ministério Público em agosto de 2010. O corpo de Eliza não foi encontrado.            

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