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"Quero treinar, não aguento mais", diz jogador da Portuguesa

"Quero treinar, não aguento mais", diz jogador da Portuguesa

Atualizado: Quinta-feira, 11 Agosto de 2011 as 9:53

Afastado dos campos por causa de uma cirurgia de retina nos olhos, o jogador da Portuguesa Rafael Silva, disse que quer voltar à treinar logo. 

- Eu falei, doutor, me libera, quero voltar a treinar logo. Não aguento mais.

Rafael vivia com a namorada Flávia Anahy de Lima, de 16 anos. A adolescente morreu depois de cair do 15° andar do prédio onde moravam. Flávia viveu na cidade litorânea de Praia Grande até os 15 anos, quando saiu de casa para viver com o jogador. A delegada afirmou ainda não chegou nenhuma informação sobre a jovem e que o Conselho Tutelar pediu sigilo sobre o assunto. 

Na quinta-feira (11), vizinhos do apartamento onde o casal vivia, na zona leste de São Paulo, foram ouvidas. Na tarde desta sexta-feira (12), também haverá a continuação do depoimento da avó de Flávia (que havia sido cancelado por falta de energia). A tia da jovem também será ouvida. Segundo Elisabete Sato, delegada responsável pelas investigações, a tia também teria falado no dia da morte que Flávia já tinha conversado sobre se matar. Depois ela mudou sua versão. 

Na terça-feira (9), três testemunhas prestaram depoimento. Um cozinheiro foi ouvido e contou que conversou com Flávia no dia da morte. De acordo com ele, a jovem disse estar cansada de ser traída pelo jogador.  O cozinheiro disse ainda que conversou com a adolescente porque ela foi perguntar onde poderia pegar um ônibus para a avenida Conselheiro Carrão. O homem teria, então, perguntado se Flávia estava nervosa com algo e a jovem respondeu que tinha visto Rafael com outra pessoa e estava “cansada das traições”. 

Flávia morreu depois de cair do 15° do prédio onde morava com o jogador, na Vila Carrão, zona leste de São Paulo, no dia 31 de julho. A morte foi registrada a princípio como suicídio, mas agora a polícia trabalha com a hipótese de morte suspeita. Um inquérito foi instaurado e os policiais aguardam o laudo da perícia, que encontrou o apartamento do casal todo revirado e com sinais de briga.

A delegada ouviu ainda nesta terça-feira dois policiais militares que chegaram no momento da ocorrência. Os dois reafirmaram que a prima,Thayná Lopes, disse no local do ocorrido e na delegacia que Flávia já havia ameaçado se matar caso o namorado a deixasse. Eles teriam dito também que ficaram assustados quando ela negou a declaração. 

Perícia

Uma nova perícia realizada nesta segunda-feira (8) encontrou manchas de sangue no elevador do prédio onde o jogador morava com a jovem. As manchas foram encontradas com ajuda do luminol, produto químico usado para identificar marcas de sangue. 

De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), a polícia aguarda o laudo da perícia para saber se o sangue é de Rafael. O laudo deve ficar pronto em até 30 dias. Segundo depoimento do jogador, na noite do crime, Flávia teria jogado uma caixa de um aparelho de som e ferido a nuca dele. 

Depoimentos

O gerente do bar no qual Rafael estava no sábado (30) - local do início da briga do casal - prestou depoimento. Ele disse que o jogador teria chegado sozinho ao local e não havia bebido. Ele teria ficado meia hora no bar até que um cuidador de carros correu para avisar que Flávia estava destruindo o carro dele. Ela teria batido com um sapato no carro e quebrado o retrovisor. A briga continuou no apartamento.

Mesmo antes do depoimento oficial, os pais de Flávia já haviam afirmado que Rafael havia agredido a namorada anteriormente e deixado hematomas pelo corpo da jovem. Os dois dizem não acreditar na hipótese de suicídio da filha. Testemunhas, como vizinhos e funcionários do prédio já foram ouvidos. 

Na quinta-feira (4), a prima de Flávia, Thayná Lopes, afirmou em depoimento que a jovem já havia sido ameaçada de morte pelo namorado. Ela também disse que teria assinado o boletim de ocorrência sobre a morte da prima sem ler e que não teria dado as declarações que estão no documento. No boletim, ela teria afirmado que a Flávia já havia ameaçado se matar.            

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