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Área de busca a vítimas de naufrágio chega a 75 mil metros quadrados

Área de busca a vítimas de naufrágio chega a 75 mil metros quadrados

Atualizado: Terça-feira, 24 Maio de 2011 as 3:42

Desenho feito por equipe de resgate indica local onde buscas são realizadas (Foto: G1 DF)

  As equipes de resgate que procuram vítimas do naufrágio ocorrido no domingo (22) no Lago Paranoá, em Brasília, já fizeram buscas em uma área de 75 mil metros quadrados – o equivalente a cerca de sete campos de futebol.

Pelo menos três pessoas permanecem desaparecidas. Seis mortes foram confirmadas –  um bebê foi resgatado no domingo, mas morreu quando os bombeiros tentavam reanimá-lo, e outros cinco corpos foram encontrados entre segunda e esta terça.     Segundo o comando da operação de busca do Corpo de Bombeiros, quatro dos cinco corpos resgatados estavam concentrados numa mesma região, a 150 metros de onde o barco Imagination encontra-se afundado. Uma vítima foi encontrada dentro da embarcação.

"Vamos concentrar as buscas nessa região a 150 metros da embarcação que é, ao que tudo indica, o local onde o naufrágio começou", informou o coronel Marco Negrão, do Grupamento de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros.

Outra vítima pode estar presa no barco, disse Negrão. "Tivemos a informação de que uma pessoa tentou retirar objetos do barco quando ele começou a afundar. É possível que essa pessoa tenha ficado presa", afirmou.     Segundo os bombeiros, a retirada do barco só vai acontecer depois que todas as vítimas sejam encontradas. A expectativa da major do Corpo de Bombeiros Vanessa Signale, que acompanha a operação de resgate desde o início, é que o barco não será retirado do lago antes de dois ou três dias.

Peritos do Rio

O delegado fluvial Rogério Leite, da Marinha, informou que dois peritos do Rio de Janeiro especializados em vistorias de acidentes náuticos trabalharão no Lago Paranoá. Um deles iniciou na manhã desta terça-feira a investigação junto com a perícia civil subaquática para tentar identificar a causa do acidente. A expectativa é que o outro técnico também entre em ação nesta terça.

Corpo retirado do Lago Paranoá, em Brasília, nesta terça-feira; veja galeria de fotos (Foto: Dida Sampaio/AE)

  Leite afirmou que as causas do acidente estão sob investigação e uma rachadura e a superlotação da embarcação não estão descartadas. "A depender do que for investigado, o dono do barco e o comandante podem ser responsabilizados pelo naufrágio", disse.

De acordo com o delegado, o comandante do barco é responsável por verificar se o número de passageiros está dento dos limites da embarcação.

O G1 tentou falar com o dono do barco, mas os telefones estavam desligados. Nesta segunda, o piloto prestou depoimento à polícia e disse não saber quantas pessoas havia a bordo.      

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