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Reajuste do mínimo é "queda de braço", diz deputado Paulo Pereira

Reajuste do mínimo é "queda de braço", diz deputado Paulo Pereira

Atualizado: Quarta-feira, 2 Fevereiro de 2011 as 4:17

O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), afirmou nesta quarta-feira (2) que não aceitará o valor de R$ 545 para o salário mínimo, proposta defendida pelo governo. Ele comparou a negociação sobre o reajuste do salário mínimo a uma "queda de braço" e afirmou que o governo está disposto a corrigir a tabela do imposto de renda, ao contrário do que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia informado.

O deputado se reuniu na manhã desta quarta com o ministro da Fazenda e com o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, para falar sobre o reajuste do salário mínimo. Segundo ele, em troca da correção da tabela, Mantega propôs que as centrais sindicais aceitassem o valor de R$ 545, defendido pelo governo.

“É difícil avaliar, mas que tem uma queda de braço, tem. Nós achamos muito difícil aceitar o número de R$ 545. Num ano que o Brasil cresce, o salário mínimo seria a única questão que não cresceria. Achamos difícil qualquer negociação que não envolva aumento real de salário mínimo”, disse o deputado.

Reunião

O governo adiou para sexta-feira (4) a reunião com as centrais sindicais para discutir o assunto. Segundo Paulo Pereira, a intenção é primeiro negociar individualmente com cada central.

O presidente da Força Sindical afirmou que os argumentos econômicos, como a necessidade de redução de gastos, apresentados pelo ministro da Fazenda não convenceram os sindicalistas. “A única coisa que ele trouxe – que já foi uma coisa boa, foi uma balinha. Que com o contingenciamento que está tendo, a única coisa que ele pode estar dando ultimamente é bala”, disse.

A sugestão das centrais sindicais é um acordo que corrija a tabela de imposto de renda nos quatro anos, não apenas para um ano. Com isso, os sindicalistas pretendem gerar um “aumento real” do mínimo. “Não faremos nenhum acordo que não tenha aumento real para 2011. O governo tem toda a liberdade de mandar a medida provisória para o Congresso e nós vamos batalhar”, afirmou o presidente da Força.

Por Débora Santos

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