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Recife deve ganhar ônibus adaptados para deficientes físicos

Recife deve ganhar ônibus adaptados para deficientes físicos

Atualizado: Quarta-feira, 28 Outubro de 2009 as 12

Pessoas que andam em cadeiras de rodas têm dificuldades para circular pelas ruas do Recife. Elas têm que se arriscar no meio da rua porque as calçadas estão cheias de obstáculos. Além do chão irregular, os deficientes disputam espaço com barracas e vendedores.

A universitária Zenaide Rodrigues sente na pele o despreparo de motoristas e cobradores de ônibus para ajudar quem tem deficiência física a entrar nos ônibus que estão adaptados. "Eles não estão bem preparados para manusear o elevador, tem vezes que acham que está quebrado porque não sabem mexer direito. Eu já tive que manusear o elevador para poder entrar no ônibus", disse.

O aposentado Edvaldo Guerra também pede que haja mais respeito e capacitação de profissionais e pessoas nas ruas para lidar com quem tem deficiência "A cidade não é preparada para receber a gente", afirmou.

A Região Metropolitana de Recife tem 164 linhas com 338 ônibus adaptados. O número representa 12% do total de 2.700 veículos que circulam na área.

É o motorista do ônibus quem deve manusear o elevador. Os veículos devem ter um lugar apropriado para o deficiente ficar. "Estamos desde junho capacitando algumas pessoas que chamamos de multiplicadores. Não temos estrutura para que todos os motoristas e cobradores façam esse procedimento, então são escolhidas algumas pessoas para fazer o treinamento", afirmou Mário Sérgio Cornélio, gerente de fiscalização de uma empresa de ônibus que possui os ônibus adaptados.

"Os novos ônibus já virão com o elevador, nossa previsão é que, até meados de novembro, 25 outros veículos estarão operando no sistema", acrescentou.

"Tanto no Recife quanto outras cidades e capitais não foram planejadas em prol do deficiente. Pagamos o preço de ter a cidade quase toda construída e agora temos que adequá-la", disse a assistente da Secretaria de Planejamento, Glória Brandão.

Quanto à situação das calçadas, ela afirmou que a responsabilidade da manutenção deve ser dividida entre o município e os moradores. "Elas estão ruins em quase todos os lugares. A responsabilidade pelas calçadas é compartilhada. Existe a parte do município e do proprietário do lote, que muitas vezes não conserva. Existe multa para quem não segue as normas, mas o mais importante é a mudança de atitude", afirma Glória.

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