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Rede pública de Campo Grande já tem 1.200 alunos em tempo integral

Rede pública de Campo Grande já tem 1.200 alunos em tempo integral

Atualizado: Segunda-feira, 23 Maio de 2011 as 1:20

Cerca de 1.200 alunos passam nove horas por dia em duas escolas de tempo integral em Campo Grande, uma no bairro Rita Vieira e outra no Paulo Coelho Machado. Essa é uma das propostas do governo federal para melhorar a educação básica no Brasil. Para este ano, o orçamento previsto do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), que ajuda na formação de escolas integrais, é de R$ 1,5 bilhão.

Os alunos desse tipo de escola se dividem entre a sala de aula e atividades multidisciplinares, como inclusão digital e atividades físicas e lúdicas. A diretora da escola municipal Professora Iracema Maria Vicente, Vanda Rosse Luchesi, disse que a experiência tem dado resultados significativos. "Quando eles [alunos] entraram, a gente observou a agressividade. Agora, tem poucas crianças agressivas dentro da escola."

Com os recursos do PDDE, o governo federal busca otimizar a infraestrutura física e pedagógica das escolas, o reforço da autogestão escolar e a elevação dos índices de desempenho da educação básica.

Modelo divide opiniões

Apesar de aprovar o método de ensino, muitos educadores acreditam que aumentar o modelo de escola em tempo integral não é o caminho mais rápido para melhorar a educação no Brasil. A doutora em Educação, Ângela Costa, considera esse o segundo passo para a educação de qualidade. "O primeiro é garantir 100% de crianças dentro da escola. Enquanto o município ou o estado tiverem demanda para atender, eu considero que a escola integral é supérflua."

As duas escolas integrais de Campo Grande, escola Ana Lúcia de Oliveira Batista, no bairro Paulo Coelho Machado, e Professora Iracema Maria Vicente, no bairro Rita Vieira, oferecem desde a educação infantil até o quinto ano do ensino fundamental. As crianças entram às 7h30 e saem às 16 horas.          

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