Redução do desperdício de água geraria ganho de R$ 29,9 bi

Fonte: Globo.com Atualizado: segunda-feira, 1 de setembro de 2014 às 11:30
Benjamim Alves Barbosa Neto, 22 anos, estudante universitário, morador de Recife. Vive na Rua Roberto Silveira, onde há vazamento de água.
Benjamim Alves Barbosa Neto, 22 anos, estudante universitário, morador de Recife. Vive na Rua Roberto Silveira, onde há vazamento de água.

O estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que a redução das perdas nos sistemas de abastecimento de água geraria ganhos potenciais de R$ 29,9 bilhões para a economia até 2025. Essa economia seria alcançada ao se reduzir o volume desperdiçado nas redes de distribuição para 23,2% nos próximos 11 anos. Hoje, é de 36,9%.

Em um cenário otimista, com perdas reduzidas à metade, para um índice de 18,7%, os ganhos chegariam a R$ 37,2 bilhões. Se levado em conta o cálculo conservador, com redução de 25% no desperdício, os ganhos potenciais seriam de R$ 20,9 bilhões, até 2025. Além dos ganhos monetários, a CNI destacou que outro benefício seria a redução de consumo elétrico.


— A identificação das perdas nos sistemas deve figurar no plano de ação diário das empresas, como forma de postergar novos investimentos na captação de água e na construção de redes de distribuição e coleta. Isso permite direcionar recursos para ações de eficiência e melhora na qualidade da prestação de serviço — disse Ilana, analista da CNI.

INDÚSTRIA: MAIOR INCREMENTO

A confederação calcula ainda que, para cada R$ 1 investido no saneamento, a economia teria um incremento de R$ 3,13 no valor bruto da produção nacional. Além dos conhecidos benefícios para a saúde pública e o meio ambiente, a ampliação de obras para abastecimento de água e tratamento de esgoto repercutiria de forma abrangente no setor produtivo, movimentando indústria, comércio e setor de serviços. A indústria seria o setor mais ativado, com aumento de R$ 1,88 no valor bruto de sua produção para cada R$ 1 investido em saneamento.

Em relação aos índices de atendimento, o Ministério das Cidades acrescentou que é importante considerar não somente soluções coletivas. No Brasil, destacou o órgão, são adotadas soluções individuais, como poço e fossa séptica. O ministério considera os dados da Pnad/IBGE de 2012, que computa a população servida por poço com canalização interna no domicílio, e registra um índice de atendimento de 94,9% da população urbana e de 89,3% da população total. Em relação ao esgotamento sanitário, que leva em conta fossas sépticas, o índice de atendimento da população urbana foi de 83,9% e da população total foi de 76,1%.

 

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