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Relação entre ciclistas e motoristas de ônibus nem sempre é amigável

Relação entre ciclistas e motoristas de ônibus nem sempre é amigável

Atualizado: Quarta-feira, 6 Julho de 2011 as 12:56

O relacionamento do ciclista e motorista de ônibus nem sempre é amigável. Para a ciclista Márcia Prado e o empresário Antonio Bertolucci, a luta por espaço entre esses dois veículos tão diferentes teve desfecho trágico. Márcia morreu em janeiro de 2009 num acidente com um ônibus na Avenida Paulista e Antonio no mês passado da mesma maneira, só que num acesso para a Avenida Sumaré.

As empresas de ônibus são obrigadas a fazer treinamento e reciclagem dos funcionários. A ideia é que eles respeitem as regras de trânsito, tenham cuidado e respeitam também os outros motoristas. Caso haja alguma denúncia, o motorista acaba sendo suspenso ou até mesmo demitido.

Quem ainda não é motorista, mas quer se tornar um, passa por um treinamento em uma das empresas de ônibus da capital paulista. São 30 horas de aulas práticas em um ônibus movido a diesel de cana-de-açúcar. Os candidatos são avaliados de perto por Dirceu Francisco Santana, instrutor há 18 anos. “Estamos aqui para conscientizar em relação ao ciclista. Tem que manter a distância de um metro e meio das bicicletas", explica.

Eles também são orientados a parar o carro e descer a rampa para ajudar quem está em cadeira de rodas. As orientações também se estendem aos pedestres e motociclistas e, além das aulas práticas, os aspirantes têm 15 horas de aulas teóricas.

No curso, os motoristas aprendem também direção segura, prevenção de acidentes de trânsito e respeito ao passageiro. A SPTrans disse que esse tipo de treinamento e também o curso de reciclagem são obrigatórios para motoristas e cobradores. Atualmente, são cerca de 30 mil motoristas de ônibus na cidade.

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