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Relatório do ISP mostra redução de autos de resistência em áreas UPP

Relatório do ISP mostra redução de autos de resistência em áreas UPP

Atualizado: Terça-feira, 6 Setembro de 2011 as 5:12

A presença das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) tem contribuído para a redução dos autos de resistência no Rio, quando alguém é morto durante confronto com a polícia,  de acordo com o mais recente relatório do Instituto de Segurança Pública (ISP), divulgado nesta terça-feira (6). Mas, em contrapartida, o confronto policial tem aumentado em outras áreas que não contam com UPPs.

Segundo o relatório, as áreas do 1º BPM (Estácio), que concentra os bairros de Catumbi, Cidade Nova, Estácio, Rio Comprido e Santa Teresa, e do 5º BPM (Praça da Harmonia), que abrange os bairros do Centro, Gamboa, Santo Cristo, Saúde, Paquetá e Santa Teresa, não registraram nenhum auto de resistência de janeiro a junho deste ano. Esse é o segundo ano que o 5º BPM não registra mortes em auto de resistência, contra 8 em 2009 e 3 em 2008. Já a área do 1º BPM registrou 6 autos de resistência em 2010, contra 19 em 2009 e 21 em 2008.

Outra área que registrou queda no número de autos de resistência foi a do 16º BPM (Olaria), que abrange bairros como Brás de Pina, Cordovil, Olaria, Penha, Vigário Geral e o Conjunto de Favelas do Alemão - comunidade onde atua a Força de Pacificação, com 5 ocorrências de janeiro a junho deste ano, contra 29 em 2010, 37 em 2009 e 83 em 2008. Assim como as áreas do 18º BPM (Jacarepaguá), onde há a UPP da Cidade de Deus, com 2 autos de resistência registrados este ano, contra 3 em 2010, 8 em 2009 e 24 em 2008; e a do 19° BPM (Copacabana), área das UPPs do Pavão-Pavãozinho/Cantagalo e do Tabajaras e Morro dos Cabritos, que registrou um auto de resistência de janeiro a junho deste ano. No ano passado, porém, não houve registro de autos de resistência nessa área, contra 10 em 2009 e 7 em 2008, informou o ISP.

Já em alguns pontos onde não há UPPs, o relatório do ISP mostra altos índices de registros de autos de resistência nas áreas do 15º BPM (Duque de Caxias), com 62 de janeiro a junho deste ano, contra 60 em todo o ano de 2010, 61 em 2009 e 64 em 2008.

Menino Juan foi morto durante suposta operação

em Nova Iguaçu(Foto: Reprodução/TV Globo)

  Desde o começo de julho deste ano, as polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro mudaram a conduta quando houver mortes em operações . Uma investigação rigorosa vai ser feita assim que um agente informar que houve uma execução de um suspeito. A medida da Chefia de Polícia veio depois da morte do menino Juan Moares de 11 anos na Favela Danon, no dia 20 de junho, em Nova Iguaçu. Ele teria sido morto numa suposta operação no local.

Outros pontos com alto índice de autos de resistência de janeiro a junho deste ano são os cobertos pelos 9º BPM (Rocha Miranda) e 41º BPM (Irajá), com 62 registros, contra 111 em 2010, e pelo 14º BPM (Bangu), responsável pela área de Vila Kennedy, que vem sofrendo com a guerra do tráfico nos últimos meses, com 42 registros de janeiro a junho deste ano, contra 58 em todo o ano de 2010.          

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