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Restrição a fretados não levou mais carros às ruas, diz secretário

Restrição a fretados não levou mais carros às ruas, diz secretário

Atualizado: Quinta-feira, 27 Agosto de 2009 as 12

O secretário municipal dos Transportes, Alexandre de Moraes, disse na quarta-feira, 26 de agosto, que não houve aumento do número de carros nas ruas após a restrição de circulação dos ônibus fretados em uma área de 70 km2 do centro expandido de São Paulo. A medida completa um mês hoje. Moraes disse que a pasta divulgará um balanço do reflexo da restrição no trânsito. Segundo ele, a redução dos índices de lentidão foi de 10% a 11% - o mesmo que ele divulgará ao anunciar a restrição. Apenas a prefeitura tem controle dos números a serem divulgados.

Na primeira semana da restrição, a Folha consultou 200 usuários de fretados da Grande SP, e cerca de um terço deles disse ter trocado o antigo meio de transporte pelo carro no trajeto entre a casa e o trabalho.

A sondagem, por e-mail, não teve rigor estatístico, mas deu mostra do novo comportamento dos usuários. Mesmo os que continuavam nos fretados diziam que passariam a usar carros nas semanas seguintes.

No total, segundo a prefeitura, cerca de 40 mil pessoas iam para a região de restrição com ônibus fretados. Se um terço passou a usar carros, são mais 13 mil veículos nas ruas.

Moraes duvida do que dizem os usuários. "As pessoas podem dizer, isso é uma coisa. Agora, precisa ver se elas fizeram. A gente percebe pelo volume dos fretados, pelo volume do transporte, pelos índices de lentidão, que não houve essa migração. Uma ou outra pessoa pode ter alterado, mas houve uma acomodação racional e boa."

Moraes deu as declarações na Assembleia Legislativa, onde prestou depoimento na Comissão de Transportes e Comunicações. Ele foi convocado por requerimento do deputado Orlando Morando (PSDB).

Moraes e Morando chegaram a bater boca. O deputado queria saber detalhes sobre as reuniões que a secretaria fez com técnicos do metrô para avaliar os impactos da restrição aos fretados antes da medida.

O secretário se irritou e passou a dizer que fez reuniões com o "dr. Sabag", que seria o técnico indicado para tratar do assunto.

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