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Rodoviários aceitam acordo e encerram greve no ABC

Rodoviários aceitam acordo e encerram greve no ABC

Atualizado: Sexta-feira, 3 Junho de 2011 as 8:21

O Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Transporte Rodoviário da Região do ABC decidiu, na noite de quinta-feira, encerrar a greve da categoria. Segundo Carlos Francisco Giaconto, o Carlão, diretor do sindicato, os grevistas voltarão ao trabalho após a Justiça garantir aumento de 7,8% aos trabalhadores, durante reunião de conciliação na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em São Paulo, encerrada por volta das 20h.

Entretanto, segundo Carlão, uma assembleia será realizada às 9h, na qual a decisão será comunicada a todos os trabalhadores que aderiram à greve. O serviço só deve ser normalizado após a assembleia.

Ontem, a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) havia impetrado uma medida cautelar no TRT para tentar garantir à população a operação de 80% da frota de 850 ônibus das linhas intermunicipais do ABC em horários de pico e 60% nos demais.

A greve dos rodoviários do ABC paulista teve início na quarta-feira. Segundo a EMTU, das 19 empresas que atendem 130 linhas na região, apenas quatro operavam normalmente e uma de forma parcial. A EMTU calcula que 200 mil passageiros foram prejudicados pela paralisação.

CPTM

Ontem, a circulação de trens da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM) foi retomada gradativamente. Os quatro sindicatos dos ferroviários decidiram em assembleias realizadas ao longo do dia suspender a paralisação, mas deverão manter o estado de greve e operar em 90% no horário de pico e 70% nos demais horários.

O presidente de um dos sindicatos, Eluiz Alves de Matos, afirma que a decisão foi impulsionada pela determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de elevar para R$ 200 mil por dia a multa por descumprimento da liminar do órgão que prevê o funcionamento mínimo de trens da CPTM durante a greve dos ferroviários.

A última proposta apresentada pela A CPTM envolvia o reajuste salarial de 3,27%, concessão de 180 dias de licença maternidade, vale-refeição no valor de R$ 18, compromisso de estudar as distorções do plano de cargos e salários no prazo de 120 dias, além de outros itens requeridos pelos trabalhadores.

Uma nova reunião entre os sindicatos e a companhia para prosseguirem com as negociações salariais está marcada para o dia 10. Em nota, a empresa diz que "continuará o diálogo com a categoria e confia no processo de negociação, sem novos prejuízos à operação e consequentemente à população".          

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