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Roubo inspira megaprodução nacional "Assalto ao Banco Central"

Roubo inspira megaprodução nacional "Assalto ao Banco Central"

Atualizado: Sexta-feira, 22 Julho de 2011 as 10:53

"Assalto ao Banco Central", que entra hoje em cartaz, é a estreia do ator, galã e diretor de novelas Marcos Paulo na direção de cinema.

É ele que assina essa megaprodução (para os padrões nacionais), que consumiu R$ 7,5 milhões --mais que o dobro de "Febre do Rato", de Claudio Assis, maior vencedor dos prêmios do Festival de Paulínia deste ano.

O filme se inspira no fabuloso roubo de um total de R$ 164,7 milhões ocorrido em agosto de 2005, na sede do BC em Fortaleza, no Ceará.

Sem fazer disparar o alarme, os assaltantes entraram e saíram do cofre do banco por um túnel de 84 metros, levando consigo três toneladas de dinheiro em notas não sequenciais --portanto, não rastreáveis.   Telma Monteiro (Giulia Gam) e Chico Amorim (Lima Duarte) em cena do filme "Assalto ao Banco Central"     NO AR

Quem eram essas pessoas, e o que aconteceu com elas depois, são perguntas a que o filme não responde. "O filme é inspirado em fatos reais. Mas se trata de uma ficção em que a gente pode contar verdades usando 'mentiras', no bom sentido", explica Marcos Paulo.

É uma espécie de "ficção light". O elenco tem Milhem Cortaz no papel principal, como mentor do crime, e Lima Duarte fazendo um detetive da Polícia Federal. O roteiro não se aprofunda e os personagens do filme emergem rasos e caricaturais.

O momento mais constrangedor é quando a personagem de Hermila Guedes desce as escadas para entrar no túnel com um salto agulha.

Feito em estúdio, com 25 metros e todo modulado, o túnel, a propósito, é um dos grandes destaques do filme.

De modo geral, a impressão que se tem é que "Assalto ao Banco Central" foi feito no mesmo ritmo industrial de uma novela.

A preparação dos atores, por Fátima Toledo, foi curta, de três semanas. Com André Moraes, autor da trilha sonora --que conta com a colaboração de Chris Pitman, tecladista do Guns n'Roses--, Marcos Paulo se reuniu apenas duas vezes.

"Minha experiência de 40 anos na TV interferiu e muito. Fazer novela é uma grande escola, principalmente para os diretores, pela diversidade e velocidade das decisões que precisam ser tomadas", diz ele.

Para o bem e para o mal, "Assalto ao Banco Central" é um reflexo disso.          

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