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Roubos a veículos caem 67% em Jacarepaguá; roubos de rua diminuem 27%

Roubos a veículos caem 67% em Jacarepaguá; roubos de rua diminuem 27%

Atualizado: Quinta-feira, 6 Maio de 2010 as 11:26

Sorria, você está em Jacarepaguá. Embora a frase seja conhecida por saudar quem chega à Barra, agora também poderá ser aplicada ao bairro vizinho, principalmente após Jacarepaguá ter registrado, em abril de 2010, quedas históricas na criminalidade, na comparação com abril de 2009. Os roubos a veículos tiveram redução de 67% e os roubos de rua (pedestres, coletivos e celulares) caíram 27%. A diminuição de 88% nos homicídios, já verificada em abril de 2009, se manteve.

A redução no número de roubos de rua foi alcançada após aumentos sucessivos nos anos anteriores. Os roubos de rua chegaram ao pico de 229 ocorrências no ano passado. Em abril deste ano, foram 167 registros.

Já a curva de homicídios, vinha em queda desde 2006, quando foram registradas 17 mortes em abril. Em 2009, já haviam sido registrados apenas dois homicídios no mês de abril, resultado que se repetiu este ano.

De acordo com o comandante do 18 BPM, tenente-coronel Djalma Beltrami, a criação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Cidade de Deus, em fevereiro de 2009, foi fundamental para o resultado. Beltrami explica, porém, que teve que ser feito um trabalho para que não houvesse migração de crimes de dentro da Cidade de Deus para o entorno.

-A Cidade de Deus fica no coração de Jacarepaguá. A UPP foi essencial, mas intensificamos o patrulhamento do entorno, para evitar migração dos crimes -explicou Beltrami, que afirma ter investido também na melhoria das condições de trabalho de seus 270 policiais.

Segundo o comandante da UPP da Cidade de Deus, capitão José Luiz de Medeiros, a redução na criminalidade no bairro não é a meta da UPP:

-A redução dos índices é efeito colateral. A UPP serve para retomar o poder territorial e pacificar a comunidade.

A redução tem sido percebida no cotidiano de Jacarepaguá. A avaliação é do diretor-executivo da Associação Comercial e Industrial de Jacarepaguá, Aluizio Cunha.

-Tanto as grandes indústrias quanto os pequenos comerciantes têm sentido isso

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