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Saiba o que "pega mal" na festa de final de ano da empresa

Saiba o que "pega mal" na festa de final de ano da empresa

Atualizado: Sexta-feira, 11 Dezembro de 2009 as 12

Com a chegada das confraternizações de fim de ano das empresas, surgem também dúvidas típicas como ''pega mal não ir à festa? Pode levar acompanhante? Como descrever o amigo secreto?''. Para esclarecer essas dúvidas, o G1 ouviu especialistas que garantem: ir ao encontro pode trazer benefícios, como aproximar os funcionários, mas exageros são mal vistos e podem provocar até demissões. Confira na tabela abaixo dicas de etiqueta para o evento.

Recomendável

Aproveita para estreitar as relações e ter conversas descontraídas. Evite tocar em assuntos do trabalho e em algo que precise ser resolvido dentro do escritório. Procure circular o máximo possível e conhecer melhor colegas com os quais você não conversa no dia a dia. Para isso pense antes em como ''quebrar o gelo'', procurando algo em comum para iniciar a conversa. Demontre sua qualidades e seja receptivo, claro e educado. O desconhecido de hoje pode ser o chefe de amanhã. Trate todos com respeito e cautela, evitando embaraços e chateações de colegas. No amigo secreto mencione pontos positivos ou neutros do amigo que tirou. Nunca diga defeitos ou questões que possam ter interpretações racistas. Busque integrar colegas que estejam deslocados ou que sejam novos na empresa. Chame-os para participar das conversas. Agindo assim, você será bem visto pelos demais. Não Recomendável

Evite excessos, como beber ou comer demais. Exageros serão comentados no dia seguinte. Não faça brincadeiras com os colegas. Evite ações que possam envergonha-lo e prejudicar sua imagm profissional e pessoal. Tome cuidado com o traje. Procure saber com antecedência o estilo da roupa adequada. Não vá com roupas que chamem a atenção. Evite paquerar ou ficar com alguém durante a festa e mesmo após o evento. Esse é um segredo difícil de esconder e provavelmente fará parte das conversas pelos corredores no dia seguinte. Não fale mal da festa. Se você não gostou do evento, guarde a opinião para você. Muitas pessoas se envolveram no planejamento da festa e a empresa a organizou, pensando no bem estar de seus funcionários. Não fique até o final da festa. Geralmente é nessa hora que acontecem as confusões. Ao ir embora, lembre-se de despedir-se de todos. Não saia ''de fininho''. Não chegue atrasado no dia seguinte, se a empresa não autorizar. Se nada for dito, subentende-se que todos devem chegar no horário normal. Só leve parentes ou acompanhantes se for autorizado pela empresa. Ir à festa não é obrigatório, mas é visto com bons olhos. Se não puder ir, diga os motivos à sua chefia e aos colegas. Não querer ir pode pegar mal. Para o diretor-geral da Trabalhando.com.br, Renato Grinberg, o funcionário pode usar a confraternização para se aproximar de colegas que ele não tem muito contato no dia a dia e, com isso, aumentar as chances de ser lembrado por aquela pessoa quando precisar dela no trabalho.

Os funcionários costumam deixar a solicitação de colegas que eles conhecem pouco por último, disse Grinberg. ''Ao se aproximar de pessoas de outros setores, será mais fácil ter ligações e e-mails retornados com maior rapidez'', comenta.

O especialista também indica que o funcionário procure integrar pessoas que estejam deslocadas durante a festa. Por conta da atitude, segundo Grinberg, o profissional é bem visto pelos demais, além de demonstrar espírito de liderança por ter introduzido outra pessoa ao grupo.  

Pega mal não ir?

Especialistas em relações humanas aconselham ir à festa, nem que seja para ficar pouco tempo. ''Quem falta perde a oportunidade de se integrar com, em ambiente mais descontraído, com os colegas de trabalho e chefias de um modo geral'', disse Márcia Palmeira, Diretora da Comercial da Right Management.

Márcia sugere que, caso o funcionário não queira ir de jeito nenhum ou tenha algum compromisso, avise aos colegas e ao chefe que não irá, explicando o motivo. A especialista ressalta, porém, que simplesmente não querer pode pegar mal.

Para Grinberg, ficar pouco tempo na festa pode até ser bem visto, uma vez que confusões e problemas de comportamento costumam acontecer no fim do encontro. ''Ao ficar uma ou duas horinhas, o funcionário não fica muito exposto'', disse. Segundo ele, mesmo que a pessoa não se envolva em confusões, ela pode ser associada ao fato por estar presente na hora.  

Amigo secreto

Escolher o presente a ser dado para o amigo secreto pode ser uma tarefa difícil, principalmente quando não foi estabelecido um preço máximo a ser gasto. De acordo com Grinberg, caso a empresa não tenha fixado o valor, o funcionário pode apresentar a questão aos colegas, sugerindo um preço médio. Segundo ele, essa é a melhor forma de não haver diferenças contrastantes entre o presente entregue e o recebido.

Caso ninguém concorde em estabelecer o preço do presente, vale o bom senso. Segundo ele, o ideal é procurar um presente com um valor intermediário, que não destoe muito nem do bolso da chefia, nem dos empregados. Dar um presente caro só porque tirou o chefe pode parecer exagero, explica.

Avaliação

O diretor de marketing da Catho Online, Adriano Meirinho, lembra que, mesmo sendo um momento de descontração, a festa de final de ano da empresa faz parte do ambiente corporativo e, em muitos casos, são usadas pelos chefes para avaliar o comportamento do profissional fora do ambiente de trabalho. Ele explica que a chefia pode perceber como o profissional se comportaria caso estivesse representando a organização em um evento.

Por conta disso, especialistas reforçam que é preciso agir com moderação na festa, sem beber demais, comer demais e provocar os colegas. Um mau comportamento na festa, como ficar bêbado e falar mal da chefia, pode provocar até uma demissão, diz Grinberg.

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