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'Saio para ajudar a preservar o diálogo', afirma Palocci na despedida

'Saio para ajudar a preservar o diálogo', afirma Palocci na despedida

Atualizado: Quarta-feira, 8 Junho de 2011 as 4:58

Antonio Palocci, à direita, ao lado do presidente do

Senado José Sarney, fez discurso de despedida da

Casa Civil na tarde desta terça (8).

(Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência)       O ex-ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, disse em seu discurso de despedida nesta quarta (8), no Palácio do Planalto, que deixou o cargo para “preservar o diálogo”. Ele afirmou que o embate político, devido à notícia de que teve o patrimônio aumentado em 20 vezes, prejudica o trabalho dele como ministro da Casa Civil. “Se eu vim para ajudar a promover o diálogo, saio agora para ajudar a preservá-lo”, afirmou.

Na presença de Dilma e da sucessora Gleisi Hoffmann, Palocci disse não querer fazer da transferência do cargo um momento triste. “A vida é uma luta permanente e não costumo me abater pelas pedras no caminho”, disse.

Segundo o ex-ministro, a manifestação da Procuradoria Geral da República, que decidiu arquivar os pedidos de investigação da oposição, confirmou que ele trabalhou "dentro da mais estrita legalidade respeitando os padrões éticos".

"Ocorre que o mundo jurídico não trabalha no mesmo diapasão que o político. Ficar no governo com a permanência do embate político não permitiria que eu continuasse as atividades", declarou.

&S206;&S206; Palocci elogiou sua sucessora, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). “Quero transmitir meus desejos mais sinceros de boa sorte à minha sucessora. Tive oportunidade de trabalhar com ela [...] Me impressionou sua capacidade de trabalho e dedicação. A postura firme da senadora no Senado comprova o acerto da decisão da presidenta Dilma”, disse.

Ele também agradeceu aos líderes partidários do Congresso, com os quais negociou, por exemplo, o texto do projeto que altera o Código Florestal. “Quero agradecer aos líderes partidários pelo empenho. [...]que estiveram participando de intensos debates. Divido com vocês as vitórias que tivemos e assumo responsabilidades pelas dificuldades. Vocês são grandes líderes”, afirmou.

O ex-ministro afirmou que continuará "leal" à presidente Dilma Rousseff e disse que sai de "cabeça erguida." “Continuarei sendo leal à senhora e ao meu país. Saio com paz de espírito, de cabeça erguida”, disse.        

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