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São Paulo registra recorde de queda de raios em um único dia

São Paulo registra recorde de queda de raios em um único dia

Atualizado: Terça-feira, 22 Fevereiro de 2011 as 3:27

A chuva forte que tem atingido a capital paulista neste mês de fevereiro provocou - além de transbordamentos de córregos e rios, centenas de pontos de alagamento, problemas no transporte público e sistema de iluminação - uma queda de raios recorde. Segundo o Elat (Grupo de Eletricidade Atmosféricado), ligado ao Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), na quarta-feira (16), a cidade registrou a maior incidência de raios num único dia. Foram 2.264 raios contabilizados. O recorde anterior, de janeiro de 2009, era de 2.100 ocorrências. O registro de raios em São Paulo começou a ser feito em 2000.   No último domingo (20), dia em que uma mulher ficou gravemente ferida ao ser atingida por um raio no parque Villa-Lobos, na zona oeste de São Paulo, os moradores da capital paulista tiveram que enfrentar a queda de1.051 raios, de acordo com o Elat. Praticamente 100% desse total foi registrado entre 16h e 20h.

No mês de janeiro, 11.862 raios atingiram a capital paulista, número menor comparado ao mesmo período em 2010 – 14.710 raios. Já em todo o Estado, houve um aumento no número de raios que caíram no abo passado e este ano, de 400.353 raios para 462.530.

Segundo o Elat, a cidade de São Paulo está no segundo lugar de mortes por raio entre os municípios brasileiro, entre 2000 e 2009, com 14 óbitos registrados, perdendo apenas para Manaus (AM), com 16 mortes.     Crescimento

Comparando os anos de 2005 e 2006 com 2007 e 2008, a incidência de raios aumentou em 20%. Os resultados de 2009 e 2010 serão divulgados no fim de fevereiro.

Entre os anos de 2000 e 2009, 1.391 pessoas morreram ao serem atingidas por raios, em todo o país. Deste total, 230 pessoas morreram em São Paulo.

As 1.321 pessoas que morreram atingidas por raios nesta última década têm em comum as atividades que praticavam quando foram atingidas pelas descargas atmosféricas. Segundo o Inpe, 19% das vítimas eram trabalhadores rurais que recolhiam animais ou trabalhavam em plantações com enxadas, pás e facões. A segunda circunstância mais comum foi estar próximo de meios de transportes, juntamente com pessoas que estavam dentro de casa, cada uma corresponde a 14% do total de casos.

Pessoas que morreram por estar embaixo de árvores ficou em terceiro lugar com 12%, seguida por pessoas que permaneceram em campos de futebol com 10%.        

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