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Secretaria da Justiça de SP vai investigar caso de racismo

Secretaria da Justiça de SP vai investigar caso de racismo

Atualizado: Terça-feira, 1 Fevereiro de 2011 as 11:51

A Secretaria de Justiça do Estado de São Paulo vai investigar o caso de racismo contra uma criança negra de 10 anos no Hipermercado Extra da Marginal do Tietê, na Penha, Zona Leste da cidade, no dia 13 de janeiro. “Considerando que os fatos veiculados pela imprensa caracterizam, em tese, ‘ato discriminatório por motivo de raça ou cor’, a Secretaria de Justiça determinou a instauração de procedimento apuratório dos fatos”, disse o órgão em nota oficial divulgada nesta segunda-feira (31).

O caso também está sendo investigado pela Polícia Civil. A Comissão de Igualdade Racial da Seção Paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) também instaurou um procedimento para acompanhar o caso. A família da criança deve entrar com uma ação por danos morais contra o Extra ainda nesta semana.     O caso

Segundo boletim de ocorrência registrado no 10º Distrito Policial, na Penha, após ser acusado de roubo, o menino foi levado por três seguranças a uma sala reservada, onde, segundo contou, foi chamado de "negrinho sujo e fedido" e obrigado a tirar a roupa. Só após revistarem e insultarem a criança, os seguranças verificaram a nota fiscal dos produtos que ele levava - dois pacotes de biscoitos, dois pacotes de salgadinhos e um refrigerante, todos pagos pelo garoto (R$ 14,65), conforme mostra cupom fiscal anexado ao inquérito.

O garoto também relatou ter sido ameaçado com canivete por um segurança que descreveu como "japonês" (de feições orientais). "Ele batia na mesa com um papelão enrolado e dizia: ‘Olha para cá, negrinho. Isso é bom para bater’. Também passava o canivete perto da minha barriga e dizia que ia pegar o chicote”, contou a criança.

O Grupo Pão de Açúcar, proprietário da marca Extra, nega que tenha havido racismo e agressões físicas. Em nota oficial, o grupo afirmou que colabora com a polícia e "aguarda a investigação dos órgãos competentes para esclarecimento do fato". Também informou que "pauta suas ações no respeito irrestrito à legislação e aos consumidores e promove contínuo treinamento dos seus colaboradores para o cumprimento das leis e do Código de Ética do Grupo".    

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