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Secretaria do meio-ambiente do Rio embarga ampliação da CSA

Secretaria do meio-ambiente do Rio embarga ampliação da CSA

Atualizado: Quarta-feira, 11 Maio de 2011 as 11:01

SÃO PAULO (Reuters) - A secretaria do meio-ambiente do Estado do Rio de Janeiro anunciou no final da terça-feira que decidiu embargar a obra de ampliação da Companhia Siderúrgica do Atlântico, uma parceria do grupo alemão Thyssenkrupp com a Vale.

Segundo comunicado da secretaria à imprensa, "a companhia estava construindo sua terceira coqueria, local onde é produzido o coque, resíduo proveniente da queima de carvão mineral (...) a ampliação ficará embargada até que siderúrgica cumpra todos os condicionantes socioambientais para funcionar". A usina da CSA está instalada em Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro.

A secretaria exige que a siderúrgica promova obras para cobrir um poço de emergência, que "em caso de novos acidentes, pode emitir na atmosfera a chamada 'nuvem de prata', fuligem que contém 70 por cento de carbono e 30 por cento de ferro, causando danos à saúde dos trabalhadores e moradores da região". Segundo o órgão, a cobertura do poço reduzirá a emissão do poluente em 90 por cento.

Representantes da CSA não estavam imediatamente disponíveis para comentar o assunto.

"A empresa deveria contar com um sistema alternativo de redução de risco de acidentes, mas não tem a ligotadeira. Hoje, ela opera só com o poço de emergência. Está errado e não pactuaremos com isso", afirma o secretário do meio-ambiente fluminense, Carlos Minc. "A siderúrgica não tem licença definitiva. Caso nossas exigências não sejam atendidas, ela vai parar de operar."

Desde o início das operações, a CSA já foi multada duas vezes: 1,2 milhão de reais, em agosto de 2010, e 2,4 milhões de reais em janeiro deste ano e foi obrigada a investir cerca de 14 milhões de reais na área de saúde e infraestrutura. Após os incidentes, a empresa aceitou a implantação de uma câmera dentro de sua usina que é monitorada pelo Inea.

Um acidente do final de 2010, que originou a multa de janeiro, obrigou a empresa a descartar ferro gusa nos poços de emergência, produzindo partículas que foram espalhadas pelo vento no entorno da usina. A poeira de grafite acabou sendo arrastada para as comunidades vizinhas.

A CSA tem capacidade para produzir 5 milhões de toneladas de placas de aço voltadas para exportação por ano e custou 5,2 bilhões de euros.

(Por Alberto Alerigi Jr)

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