Secretaria investiga 8 mortes por suspeita de intoxicação de remédio

Secretaria investiga 8 mortes por suspeita de intoxicação de remédio

Atualizado: Segunda-feira, 12 Dezembro de 2011 as 9:14

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) e a Polícia Civil investigam oito mortes por suspeita de intoxicação de um remédio em Teófilo Otoni, na Região do Vale do Mucuri, em Minas Gerais. A primeira vítima teria morrido no dia 26 de novembro e a última neste domingo (11).

De acordo com a nota divulgada pela SES, a investigação começou no dia 1º de dezembro e aponta uma possível relação entre as mortes e o medicamento Secnidazol 500 mg, produzido pela farmácia de manipulação Fórmula Pharma e utilizado para combater verminoses.

A investigação começou depois de uma notificação de dois casos suspeitos de intoxicação feita no dia 30 de novembro pela Superintendência Regional de Saúde de Teófilo Otoni. No dia 3 de dezembro, foram coletadas amostras na farmácia e foi realizada uma interdição cautelar na área de manipulação de sólidos orais.

Na manhã de sábado (10), técnicos da SES, da Secretaria Municipal de Saúde de Teófilo Otoni e militares da PM foram à farmácia para coletar possíveis provas. Ao chegarem ao local, constataram que, apesar da interdição cautelar, o estabelecimento continuava a dispensar medicamentos manipulados. O local foi totalmente interditado e um boletim de ocorrência contra o responsável pelo estabelecimento foi registrado.

De acordo com o delegado regional Alberto Tadeu, outras duas pessoas estão internadas em estado grave com suspeita de terem ingerido o medicamento. Ele disse ainda que não existem provas científicas e os materiais recolhidos na farmácia foram enviados para exames laboratoriais em Belo Horizonte. A Polícia Civil informou que está abrindo um inquérito para ouvir os donos do estabelecimento.

A Secretaria de Saúde faz um alerta para que a população não utilize o Secnidazol 500 mg e nenhum outro medicamento da Fórmula Pharma durante a investigação. Ainda segundo a SES, outras 11 pessoas podem ter usado o medicamento, de acordo com documentos encontrados na farmácia.

O G1 tentou entrar em contato com a Fórmula Pharma, mas ninguém foi encontrado para falar sobre o assunto.      

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