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Secretaria repreende professora que ameaçou usar AR-15 contra alunos

Secretaria repreende professora que ameaçou usar AR-15 contra alunos

Atualizado: Quinta-feira, 14 Abril de 2011 as 1:04

Uma semana depois do ataque à   Escola Municipal Tasso da Silveira , em Realengo, na Zona Oeste do Rio, a Secretaria municipal de Educação decidiu repreender uma professora que, no mesmo dia do massacre, ameaçou os alunos com a seguinte frase no quadro negro: "Fiquem quietos, caso contrário, usarei minha AR-15, de 3,5 m de cano, que está em minha bolsa. A arma é automática...".

O episódio aconteceu durante uma aula de inglês, na Escola municipal Bento do Amaral Coutinho, em Santa Cruz, também na Zona Oeste, na tentativa de manter a turma em silêncio. Segundo a avó de uma estudante, que preferiu não se identificar, os alunos ficaram chocados e chegaram a fotografar e filmar pelo celular a ação da professora, para, em seguida, mostrar à diretora da escola.

Procurada pelo G1 , a Secretaria chamou a frase de uma "infeliz declaração perante a turma” e afirmou que não admite esse tipo de conduta em suas unidades. Ainda de acordo com o órgão, a professora foi chamada a atenção e deverá se retratar com os estudantes, enquanto a direção da escola irá convocar uma reunião com os docentes e outra com os pais das crianças.

Registro na 10ª CRE

Antes de o órgão se pronunciar, no entanto, a posição da escola era outra. Segundo a avó da aluna, procurada pelos estudantes, a diretora alegou que as imagens eram "montagens virtuais". Uma queixa com as imagens foi registrada na 10ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), responsável em administrar as escolas da área, já que a avó não conseguiu ser atendida pela direção da unidade.

"Essa diretora deve explicações. Não é possível manter uma professora dessas na escola. Essa mulher mostra sinais claros de desequilíbrio. Isso não é normal, não é assim que se controla uma turma de adolescentes agitados. Já soube relatos de que, nessa escola, os alunos costumam se agredir e andam inclusive armados de canivetes. É preciso dar um basta para que a violência nesse lugar não aumente", desabafa a avó.      

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