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Secretário critica demora do Deic em investigação de roubo a banco

Secretário critica demora do Deic em investigação de roubo a banco

Atualizado: Sexta-feira, 9 Setembro de 2011 as 8:16

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto, criticou o que chamou de “morosidade” entre a comunicação do roubo de mais de cem cofres de uma agência do Itaú, na Avenida Paulista, e o início das investigações em uma delegacia especializada. A crítica, feita durante entrevista nesta quinta-feira (8), é direta ao Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado (Deic).

saiba mais Grupo que roubou banco em SP pode ter sido ajudado, diz secretário Ladrões levam dez horas para roubar banco na Avenida Paulista “Posso garantir que o problema está no Deic. Não tem meias palavras. Não vamos investigar se houve morosidade porque está comprovado que houve”, disse o secretário. O crime ocorreu no dia 27 de agosto e só veio à tona oito dias depois. “A Corregedoria não vai investigar. O fato claro, notório, é que houve morosidade muito grande entre a comunicação e o início das investigações."

Ferreira Pinto participou de uma entrevista na sede do comando geral da Polícia Militar, na Luz, região central da capital. O crime está sendo apurado pela 5ª Delegacia de Roubo a Bancos do Deic. Os ladrões invadiram a agência no dia 27 à noite, um sábado, e só saíram de lá no dia seguinte, pela manhã.

“Vamos tomar as medidas pertinentes contra os responsáveis por essa demora”, afirmou o secretário. O primeiro boletim de ocorrência do roubo foi feito no 78º DP (Jardins), que fica mais perto da agência. De acordo com o secretário, o delegado de plantão na ocasião tomou as medidas corretas, indo até ao banco para apurar o que tinha ocorrido.

O próprio secretário disse que ficou sabendo pela imprensa que o banco tinha sido assaltado. “Eu quero saber por que os fatos só vieram à tona muito tempo depois. Eu mesmo só soube do roubo pela televisão.” O secretário considerou a ação dos criminosos “ousada”.

“O teor do boletim (de ocorrência) mostra que era um caso que fugia da normalidade. Porque ficaram a noite inteira, ficaram no subsolo, arrombaram cofres, o que há de se pressupor que foi uma ação ousada, bem estudada, bem planejada e que por isso merecia uma pronta intervenção”, afirmou Ferreira Pinto.

Informação privilegiada

Depois do desfile do feriado de 7 de Setembro, nesta quarta (7), o secretário da Segurança já havia comentado o assunto. De acordo com ele, os ladrões podem ter tido informações de funcionários do banco sobre os procedimentos de segurança. Nos cofres, havia dinheiro, joias, relógios e outros objetos de valor dos clientes.    

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