Segurança pública é tema mais discutido no RS

Segurança pública é tema mais discutido no RS

Atualizado: Sexta-feira, 13 Agosto de 2010 as 10:22

Debate no Rio Grande do Sul teve reafirmação de propostas e posturas. Yeda foi mais atacada No primeiro debate na televisão entre os candidatos ao governo do Rio Grande do Sul, os candidatos seguiram o tom que têm adotado desde o início da campanha, além de falar muito sobre segurança publica, tema que, como adiantou matéria do iG ainda na manhã de quinta-feira, 12, foi destacado por Tarso Genro (PT).

Tarso buscou, durante todo o debate, demonstrar alinhamento e afinidade com o governo Lula. Disse que “o Brasil deixou de ser o país do futuro para ser o país do presente”. Respondendo sobre problemas de infraestrutura enfrentados pelo Estado, disse que “o Rio Grande do Sul precisa crescer no ritmo do Brasil”.

A mesma resposta foi dada quando Aroldo Medina (PRP) perguntou sobre como reverter a saída de empresas do RS, assim como quando Carlos Schneider (PMN) questionou sobre distribuição de renda. Tarso também defendeu estímulos tributários para trazer empresas para determinadas regiões do Estado.

Na área da segurança pública, Tarso também falou em trazer ao Rio Grande do Sul ações adotadas pelo governo federal. A mesma ideia do “ritmo do Brasil” foi usada na fala final de Tarso: “Esperamos que em 2014 tenhamos acabado com a pobreza absoluta e resolvido o problema da segurança pública. Queremos que o RS esteja crescendo no ritmo do Brasil, distribuindo renda”, afirmou.

José Fogaça (PMDB) também bateu constantemente em duas teclas: a ideia de “mudança responsável” e a proposta de desenvolvimento regional. O peemedebista também tratou bastante do tema da segurança pública, em especial a crise de superlotação do sistema prisional gaúcho e a baixa remuneração dos policiais militares e civis. Em sua fala final, destacou: “Não é apenas uma questão de repressão, mas de inclusão social”.

Fogaça prometeu ainda destinar R$ 100 milhões ao ano para o combate ao crack, “uma das questões mais candentes do nosso tempo”. O candidato do PMDB disse também que foi o governo de Germano Rigotto (PMDB) quem plantou os frutos que agora Yeda Crusius estaria colhendo.

A governadora focou quase todas suas respostas na principal bandeira de seu governo: o déficit zero. Já na primeira fala, disse que precisou “primeiro sanar a dívida financeira para depois sanar a dívida social”, que teria herdado dos governos anteriores.

A governadora também falou de segurança pública, em especial do Programa de Prevenção da Violência (PPV) e do Complexo Prisional de Canoas que, segundo ela, adota um novo paradigma. “A participação sem bandeira ideológica faz com que possamos enfrentar essa situação”, afirmou.

O déficit zero, porém, não foi pauta apenas de Yeda. A governadora recebeu ataques de todos os lados, principalmente a sua principal bandeira. Pedro Ruas (PSOL) foi quem mais criticou a governadora. Como os outros, Ruas teve dois focos principais que procurou lembrar em todas as falas: combate à corrupção e suspensão do pagamento da dívida pública. A partir do primeiro item, protagonizou, junto com a governadora, um dos momentos mais quentes do debate.

No segundo bloco, Ruas afirmou que os problemas na saúde poderiam ser resolvidos com o combate à corrupção e a auditoria da dívida pública, e complementou: “E o seu governo não fez nenhuma das duas coisas”. Em outra oportunidade, Ruas perguntou se Yeda não fica constrangida em tentar se reeleger, ao que a governadora respondeu que era Ruas quem deveria constranger-se por seu “jeito velho de fazer política”.

Também no tema da corrupção, Ruas interpelou Fogaça sobre uma CPI que o PSOL propôs para investigar um caso de corrupção na Secretaria da Saúde de Porto Alegre durante a prefeitura do peemdebista. Segundo Ruas, Fogaça teria barrado a CPI. Este, porém, respondeu que a própria Secretaria coibiu rapidamente o problema.

Montserrat Martins (PV) também entrou em conflito com a governadora, ao criticar a forma como Yeda tem tratado os servidores públicos, em especial o CPERS. Montserrat também fez dobradinha com Ruas para criticar a política de aliança dos grandes partidos, e destacou a importância de enfrentar o problema dos dependentes químicos, além da bandeira histórica do seu partido, o desenvolvimento sustentável.

Carlos Schneider (PMN) defendeu a implantação de escolas em turno integral e a inclusão das famílias na escola, com programas de auxílio familiar. Além disso, criticou os impostos, segundo ele excessivos, e disse que “o funcionalismo público está sendo explorado, com baixa remuneração”, e que “o déficit zero foi criado às custas do funcionalismo”.

Aroldo Medina (PRP) ressaltou durante todo o debate a importância do investimento em segurança pública, e falou repetidas vezes em “pegar os bandidos do Rio Grande do Sul”. Também defendeu maiores investimentos em infraestrutura no campo, para melhorar as condições dos produtores.

Além dos sete candidatos que participaram do debate, também concorrem ao Piratini Humerto Carvalho (PCB) e Júlio Flores (PSTU).

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