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Seis testemunhas de briga em hospital em MS serão ouvidas

Seis testemunhas de briga em hospital em MS serão ouvidas

Atualizado: Sexta-feira, 26 Fevereiro de 2010 as 12

Seis testemunhas da briga entre dois médicos no Hospital Municipal de Ivinhema (MS) devem ser ouvidas nesta sexta-feira (26). Durante as investigações, 13 pessoas – entre elas, os médicos – vão prestar depoimento sobre o caso.

A confusão ocorreu na noite de segunda-feira (22), quando a costureira Gislaine de Matos Rodrigues estava na sala de parto, pronta para ter o bebê. Ela disse que os dois médicos começaram a brigar e um terceiro profissional foi chamado para realizar o procedimento. A criança nasceu morta.

Segundo o delegado Lupersio Degerone, nesta sexta-feira, enfermeiros e outros integrantes da equipe médica que participaram do parto vão prestar depoimento. A mãe que perdeu o bebê foi ouvida pelo delegado na quinta-feira (25).

"Queremos ouvir os médicos quando já tivermos um panorama do que aconteceu. Após o depoimento de todos, nós vamos analisar a pertinência de indiciar ou não os médicos", afirmou Degerone ao G1.

De acordo com o delegado, os médicos devem ser convocados para prestar depoimento a partir da próxima terça-feira (2). "Por questões de segurança, eles saíram da cidade. Nós estamos mantendo contato com eles via telefone, não são foragidos. Em princípio, não são bandidos, são médicos que cometeram uma falha ética", disse Degerone.

O delegado ressaltou que se houver uma relação entre a briga e a morte do bebê , eles podem ser indiciados por crime de aborto. “Se for o caso, eles vão responder a processo em liberdade. Já a questão da falha ética, quem vai julgar se podem perder o direito de exercer a profissão é o Conselho Regional de Medicina.” 

Dispensados

A Secretaria da Saúde de Ivinhema informou que os dois médicos envolvidos na briga trabalhavam para o município como prestadores de serviço. Eles foram dispensados pela prefeitura no dia da briga e, segundo a Secretaria, não voltarão mais a prestar serviços para o município.

Ainda segundo a Secretaria, o caso segue sendo investigado pela Polícia Civil e pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul.

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