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Selton Mello diz que gosta de programas "toscos" e de saber quem está com quem

Selton Mello diz que gosta de programas "toscos" e de saber quem está com quem

Atualizado: Quarta-feira, 4 Agosto de 2010 as 5:08

O ator, dublador, diretor e produtor mineiro Selton Mello há mais de dez anos não faz novelas e direcionou sua carreira mais para o cinema. A consequência disso: "Vivo uma vida mais mineira, sem fotógrafos na minha porta", contou Mello durante entrevista coletiva do seriado "A Cura", que estreia na Globo na próxima terça-feira (10/8).

Porém o ator diz que entende a curiosidade do público pela vida dos famosos ("porque todo mundo é um pouco 'voyeur'") e admite que lê revista de celebridades na sala de espera do dentista. "Eu também gosto de saber quem está com quem, quem pegou quem", contou ao ator, que está solteiro, mas que "dá umas namoradas de vez em quando."

Na TV desde os sete anos de idade, Mello negou que tenha fama de intelectual e disse assiste a vários programas considerados "toscos", como "Zorra Total", "Programa Raul Gil" e "Big Brother". "Torci muito para o Rafinha ganhar o 'BBB 8'. Mas não cheguei a ligar e votar."

Em "A Cura", Selton interpreta um médico, Dimas, que saiu de Minas Gerais ainda jovem, depois de ser acusado de matar um coleguinha de escola. Mais tarde, vai descobrir que consegue curar pessoas sem fazer uso da medicina tradicional. Leia abaixo o papo em que o ator fala de religião, namoros e televisão.

UOL - O que te levou a aceitar fazer o Dimas de "A Cura"?

Selton Mello - Foi uma série de fatores. O texto dos autores João Emmanuel Carneiro e Marcos Bernstein é muito bom. Dimas é um grande personagem. E "A Cura" é um seriado diferente, porque as histórias não se encerram em episódios. Tem que acompanhar para entender. Voltar a trabalhar com o [diretor] Ricardo Waddington também me animou. A gente trabalhou junto em "Corpo a Corpo", em 1984. Além disso, a cura espiritual é um assunto que atrai o público. Eu tenho curiosidade sobre esse tema.

UOL - Você acredita em espiritismo?

Selton Mello - Não sou um cara ligado em religião. Sou mais para cético, mas acho que Shakespeare tinha razão quando dizia que "há mais mistérios entre o céu e a Terra do que sonha nossa vã filosofia."

UOL - Se você é cético, então nunca fez uma simpatia sequer, certo?

Selton Mello - Ah! Já fiz simpatias [risos]. Mas não lembro qual. Minha mãe é que sempre apela para São Longuinho quando perde alguma coisa.

UOL - Entrar em "A Cura" não te dá vontade de voltar a fazer novelas?

Selton Mello - Sou muito preguiçoso e cinema dá mais agilidade. A gente termina um filme em um mês e meio. Em um ano, dá para fazer três filmes e ainda tirar férias. Na televisão isso não acontece porque as novelas são obras longas.

UOL - Foi por isso que você não aceitou fazer "Lado a Lado", a próxima novela de Gilberto Braga?

Selton Mello - Foi. Recusei o papel com muita pena. Eu quero voltar para a TV, mas ainda tenho essa preguiça. Acho que a televisão fala para muita gente. "O Cheiro do Ralo" [2007] foi um filme que adorei fazer, visto por 170 mil pessoas. A televisão fala com milhões de telespectadores e 170 mil é quase nada se comparado ao alcance da TV. A superexposição da mídia televisiva também me incomoda um pouco. 

UOL - Mas você não costuma ser perseguido pelos paparazzi.

Selton Mello - Justamente por não estar tão exposto. Vivo uma vida mais mineira, sem fotógrafos na minha porta. Mas entendo porque todo mundo é um pouco voyer.

UOL - Você se inclui nessa categoria?

Selton Mello - Se eu estiver sentado no sofá esperando para ser atendido no dentista, leio revistas de celebridades. Eu também gosto de saber quem está com quem, quem pegou quem...

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