Sem acordo, setor aéreo mantém greve

Sem acordo, setor aéreo mantém greve

Atualizado: Quarta-feira, 22 Dezembro de 2010 as 9:05

Após reunião sem consenso entre trabalhadores e empresas de aviação nesta terça-feira (21) no Ministério Público do Trabalho, está mantida para esta quinta-feira a greve do setor, que pode provocar ainda mais confusão nos aeroportos.

Os trabalhadores aeroviários (que fazem as operações em solo) exigem reajuste salarial de 13%, e os aeronautas (tripulação de voo), de 15%.

As empresas elevaram ontem sua proposta de reajuste de 6,08% para 6,58%. Os trabalhadores recusaram.

O procurador-geral do Trabalho, Otavio Brito Lopes, afirmou que as negociações continuam e que há tempo ainda para evitar a greve.

O consenso, porém, parece distante, nas propostas de reajuste e no sentimento de que a greve vai acontecer.

O sindicato das empresas saiu da reunião confiante de que os trabalhadores não estão articulados o bastante.

"Temos convicção de que não vão fazer paralisação na véspera do Natal. Temos confiança no elevado espírito profissional dos aeroviários", afirmou Odilon Junqueira, consultor do Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias).

Para o secretário-geral do SNA (Sindicado Nacional dos Aeroviários), Marcelo Schmidt, há duas opções para amanhã: uma greve ou um atraso dos voos provocado pelos trabalhadores.

"A insatisfação do trabalhador aeroviário é absurda, está muito grande. Mesmo sem greve, o trabalhador da aviação vai, no mínimo, atrasar os voos nesse dia", disse.

O Ministério Público afirma que a greve é um direito constitucional e que vai intervir somente em caso de não atendimento às necessidades básicas de segurança, saúde e vida dos passageiros.

"Durante uma greve, sempre há algum tipo de prejuízo para a sociedade. Essa greve não seria uma exceção", afirmou o procurador.

Segundo o Ministério Público, aeronautas e aeroviários não têm de manter uma cota mínima em atividade.

Não há nenhuma determinação do governo para assegurar as operações aéreas. O Ministério da Defesa também não confirmou se usará algum mecanismo jurídico para impedir uma greve.    

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