MENU

Senador do PSDB quer convocar Erenice Guerra para depor no Senado

Senador do PSDB quer convocar Erenice Guerra para depor no Senado

Atualizado: Terça-feira, 14 Setembro de 2010 as 9:23

Apesar de o Congresso só retornar ao trabalho depois das eleições de outubro, a oposição no Senado se mobiliza para convocar a depor na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, alvo de denúncias de tráfico de influência no governo. O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) protocolou nesta segunda-feira (13) requerimento no qual propõem aos senadoras a inquirição da ministra.

No documento de quatro páginas, Dias justifica a medida argumentando que o Senado “não pode ficar alheio aos fatos estarrecedores, que colocam a Casa Civil no centro de mais um escândalo”. “A convocação da ministra-chefe da Casa Civil é, pois, urgente e necessária, a fim de que ela preste, de maneira pública, democrática e transparente, as explicações devidas a esta Casa”, justifica o senador tucano.

Para que Erenice vá ao Senado, a CCJ precisa aprovar o requerimento de Dias e marcar a data para a audiência sobre o caso.

Além da convocação no Senado, integrantes do PSDB devem apresentar à Procuradoria Geral da República (PGR) pedido para que seja aberta investigação criminal sobre o caso.

Reportagem da edição deste final de semana da revista “Veja” afirma que o empresário Fábio Baracat participou de reuniões com Erenice Guerra, intermediadas pelo filho dela, Israel Guerra, dono da consultoria Capital. A finalidade, segundo a publicação, era fechar um contrato de prestação de serviços entre a empresa e os Correios. Uma “taxa de sucesso” de 6% teria sido cobrada pelo filho da ministra pelo fechamento do contrato.

De acordo com a publicação, a comissão cobrada seria destinada a saldar “compromissos políticos". Além da suposta propina, assessores da Casa Civil teriam exigido pagamentos mensais, diz o texto.

Nesta tarde, o assessor da Secretaria-Executiva da Casa Civil, Vinícius de Oliveira Castro, pediu exoneração do cargo. Ele foi citado pela revista como participante do suposto esquema. Vinícius declarou que "repudia todas as acusações".

Investigação

Nesta segunda, a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, pediu que a Comissão de Ética Pública da Presidência da República a instauração de procedimento para apurar sua conduta em relação às denúncias de envolvimento se seu filho com a suposta intermediação de contratos do governo com empresas privadas.

No pedido, Erenice diz estar disposta a abrir os seus sigilos bancário, telefônico e fiscal, se necessário, bem como os de seu filho Israel Guerra. "Coloco-me à inteira disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais que se façam necessários e que possibilite a verificação necessária por essa Comissão de Ética da conduta desta servidora pública", diz trecho do ofício.

A ministra informou ainda, por meio de nota, que vai processar a revista "Veja" pelo o que ela classificou de "calúnias".

O advogado da Editora Abril, que publica a revista, Alexandre Fidalgo, disse que só vai se pronunciar sobre o caso quando a ação for ajuizada.

Reunião com Lula

Neste domingo, a ministra se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada, residência oficial, para conversar a respeito do caso, segundo fonte próxima ao presidente.

De acordo com o relato desse interlocutor de Lula, Erenice Guerra chorou e se disse indignada durante o encontro com o presidente. Lula teria aconselhado que ela tomasse providências rapidamente. Durante o encontro, nem Lula nem Erenice cogitaram a possibilidade de a ministra deixar o cargo.

Postado por: Thatiane de Souza

veja também