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Senador Magno Malta explica nos EUA avanços na luta contra a pedofilia no Brasil

Senador Magno Malta explica nos EUA avanços na luta contra a pedofilia no Brasil

Atualizado: Quinta-feira, 9 Abril de 2009 as 12

O senador Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI da Pedofilia, considera que, até o momento, a visita que faz aos Estados Unidos tem um balanço altamente positivo, acima, inclusive das expectativas que nutria. Segundo disse, em entrevista telefônica à Agência Senado, tem sido "muito gratificante" receber o reconhecimento dos avanços alcançados por essa comissão de inquérito na luta contra o crime de pedofilia. Ele explicou que o Brasil tem sido cumprimentado, especialmente, pela vitória conseguida com a quebra do sigilo do buscador Google.

Magno Malta está nos Estados Unidos, juntamente com uma comitiva de juízes, promotores e policiais federais, para conhecer entidades públicas e privadas envolvidas no combate à pedofilia. Entre os resultados positivos colhidos dos encontros, o senador destaca as promessas de cooperação ouvidas na visita que fez, na quinta-feira, dia 2 de abril, ao Departamento de Estado Norte-Americano. Malta disse que pôde discutir propostas de concretização de atos específicos que deverão ser assinados entre Estados Unidos e Brasil para facilitar a repressão a esse tipo específico de crime.

Nesta sexta-feira, dia 3 de abril, a comitiva liderada pelo senador Magno Malta esteve na sede da Interpol em um encontro técnico para conhecer a base de dados denominada Difusão Verde. Ele explicou que, quando as autoridades de imigração consultam o passaporte de uma pessoa, em sua entrada no país, essa base de dados é também acessada. Caso se acenda uma luz verde no computador, isso indicará que essa pessoa está identificada como um abusador de crianças no país de origem. Magno Malta informou que a Polícia Federal brasileira já está trabalhando para integrar sua base de dados à essa base da Interpol.

Segundo o senador Magno Malta, o Brasil se prepara também para integrar-se em outro sistema de repressão à criminalidade, gerenciado pela Interpol, a Difusão Vermelha. O Senado Federal já aprovou a participação do país no tratado internacional que regula essa participação, que espera ser votado pela Câmara dos Deputados, para ser sancionado pelo presidente da República. O tratado é um acordo multilateral que prevê a deportação de criminosos entre os países signatários. Ele explicou, como exemplo, que se o Brasil fosse signatário desse tratado, a Itália teria extraditado o banqueiro Salvatore Cacciolla, que tinha uma ordem de prisão aqui e vivia livremente naquele país. Cacciolla só pôde ser preso pela Interpol quando deixou o território italiano.

Para o senador Magno Malta, instrumentos como a Difusão Vermelha e a Difusão Verde são da maior importância para o aperfeiçoamento das condições de repressão à pedofilia, que não se limita às fronteiras nacionais.

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