Senadores elogiam tenente da PM que prendeu traficante no Rio

Senadores elogiam tenente da PM que prendeu traficante no Rio

Atualizado: Sexta-feira, 11 Novembro de 2011 as 12:29

Em sessão de debates nesta sexta-feira (11), senadores elogiaram o policial militar responsável pela prisão e recusa de suborno oferecido pelo traficante Antônio Bonfim Lopes, conhecido como Nem, chefe do tráfico da favela da Rocinha, preso na madrugada de quinta (10).

O senador Jorge Viana (PT-AC) afirmou, em seu pronunciamento, que vai apresentar uma moção para que a Casa homenageie o policial Disraeli Gomes, tenente da Tropa de Choque. O tenente chegou a afirmar que estava sem dormir há mais de 30 horas – desde a noite de quarta -, quando participou da operação que prendeu o traficante mais procurado do Rio. Jorge Viana disse que "o tenente Gomes é a exceção" e que "temos que procurar essas exceções para transformar essas exceções em regra". "Acho que a dignidade e o nome dele é que tem que ocupar as páginas da grande imprensa no Brasil", completou o senador.

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse estar orgulhoso pela atitude do tenente. "Quando a gente se orgulha quando um PM faz isso, é poruqe o país vai muito mal. Não aceitar propina deveria ser a regra. (...) Temos que fazer uma reflexão no Brasil de que ser honesto é heroísmo. Isso deveria ser normal, natural", avaliou.

Em entrevista concedida ao Bom Dia Brasil nesta sexta (11) , o policial disse que os passageiros não queriam que o porta-malas fosse aberto. Um deles disse que era diplomata e que tinha imunidade. “Disse que o porta-malas não, porque tinha documentos do consulado que eram inacessíveis”, lembrou.

Pediu, então, uma conversa com o tenente, longe dos colegas. Disse que levava muito dinheiro. Era evasão de divisas. Ofereceu uma parte dele para o policial liberar o carro. “Dentro do porta-malas tem mais de R$ 1 milhão, está abarrotado de dinheiro”, contou Disraeli.

Ele não sabe o perigo que ele está correndo. Não sabe até onde eu posso ir para defender minha honra. Eu não teria coragem de encarar minha família, meu pais, meus filhos, depois de praticar uma ação dessas. (...) Eu tento passar meus valores, que meus pais me passaram, que eu acredito que sejam os melhores valores", justificou o policial pela recusa da propina.          

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