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Serra promete nova secretaria e diz que desativará 'cabide de emprego'

Serra promete nova secretaria e diz que desativará 'cabide de emprego'

Atualizado: Sexta-feira, 29 Outubro de 2010 as 10:07

Em visita a Montes Claros, no norte de Minas Gerais, o candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, prometeu nesta quinta-feira (28) que, se eleito, criará uma secretaria especial do semiárido. Disse ainda que o órgão não será "cabide de emprego".

O candidato afirmou que a secretaria será diretamente vinculada à Presidência da República. De acordo com Serra, o programa para o semiárido contará com 20 pontos específicos para a região, como geração de emprego, saúde, segurança e reforço nos programas sociais.

"O semiárido tem 40% da população do Nordeste sem contar a população de Minas Gerais. É uma área importantíssima no Brasil e que nunca foi abordada em sua totalidade. Na economia, área social, educação, preparação para o trabalho, capacidade empresarial. A minha ideia é implantar um programa com 20 pontos. E vou fazer um programa sério com o semiárido, que vai incluir uma boa parte de Minas Gerais", explicou.

Ele disse ainda que "enxugará" algumas pastas, caso necessário. "Farei um bom enxugamento, porque não vou criar órgãos para virar cabide de emprego. Onde tem cabide de emprego vou desativar", afirmou.

José Serra chegou por volta das 16h à cidade e participou de uma carreata no centro, ao lado dos senadores eleitos Itamar Franco (PPS) e Aécio Neves (PSDB), do governador reeleito de Minas Gerais, Antônio Anastasia, e do senador Eduardo Azeredo (PSDB). Antes disso, cumpriu agenda de campanha em Uberlândia.

Em seguida, discursou para lideranças na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Montes Claros. Depois, visitou uma Casa de Marina, espécie de comitê domiciliar criado no primeiro turno pela candidata do PV à Presidência, Marina Silva, que ficou em terceiro lugar na disputa. Lá, o candidato tucano recebeu o apoio de lideranças do PV na cidade.

Programas sociais

Durante visita a Montes Claros, Serra disse que reforçará os programas sociais. Ele reafirmou que o Bolsa-Família ganhará um 13º salário, que o salário mínimo subirá para R$ 600, e que o reajuste aos aposentados e pensionistas será de 10%.

Ao ser questionado sobre críticas de Dilma de que é contra o Bolsa Família, Serra voltou a dizer que o programa teve início no governo FHC. "É mais uma na coleção de mentiras que ela tem dito. Tanto é que o Bolsa Família teve origem no Bolsa Alimentação, que eu criei. (.. ) Não se trata de quem falou e de quem não falou. Existe um programa social que tem sua origem ao longo do tempo e que vou reforçar. É o que faço sempre à frente de governo, vejo o que meu antecessor fez e corrijo tudo aquilo que está errado."

Acusação contra Dilma

O candidato voltou a dizer que o suposto direcionamento de licitação de obras do metrô de São Paulo deve ser investigado. "O governador decidiu e vamos fazer investigação para ver se houve acordo entre as empresas", disse.

Serra completou acusando a adversária: "Mas este é um fato secundário. Importância tem o fato de um banco estatal alemão, uma espécie de BNDES, ter acusado o braço direito de Dilma na área elétrica e a pópria Dilma", disse, em referência a denúncias contra o dirigente da Eletrobrás Valter Cardeal.

Repasse aos municípios

Serra foi cobrado por prefeitos sobre mudanças nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Ele afirmou que pretende criar mecanismos de compensação às prefeituras que tiverem os repasses reduzidos.

"O governo federal dá incentivos tributários, e isso encolhe o FPM. Temos de ter mecanismos automáticos de compensação. Caso contrário, você cria situações críticas nos municípios e para a população que depende dessas receitas, principalmente nos municípios mais pobres", disse.

Por: Mariana Oliveira

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