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Servidores suspeitos de fraude ainda trabalham no Galeão, diz PF

Servidores suspeitos de fraude ainda trabalham no Galeão, diz PF

Atualizado: Quinta-feira, 1 Setembro de 2011 as 1:45

Delegado Marcelo Freitas disse que três policiais

federais também estariam envolvidos em fraude

(Foto: Thamine Leta/G1)

  Dos 12 servidores federais suspeitos de fraudar o fisco no Rio, cinco continuam trabalhando no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, na Ilha do Governador, onde os crimes aconteciam. O Superintendente Adjunto da Receita Federal do Rio, Marcus Vinícius Vidal Pontes afirmou nesta quinta-feira (1º) que os servidores continuam no aeroporto, exercendo funções diferentes. Ao todo, o prejuízo causado pelo não recolhimento de tributos chega a R$ 148 milhões por ano.

Segundo a Polícia Federal, além dos 12 servidores federais, outros três policiais federais também estariam envolvidos na fraude. No entanto, ninguém foi preso durante a operação denominada Voo Livre. “A Polícia Federal indiciou 22 pessoas, entre servidores, policiais e alguns empresários envolvidos na fraude. Foi feita uma solicitação de prisão preventiva ao poder judiciário, mas eles indeferiram, por isso ninguém foi preso”, explicou o delegado de Polícia Federal e coordenador da Operação Voo Livre, Marcelo Freitas.

O delegado Marcelo Freitas informou que os três policiais federais foram remanejados para outras funções e vão responder processos administrativos. Dos 12 servidores federais, dois pediram aposentadoria, outros cinco foram remanejados e cinco continuam no Galeão, exercendo funções diferentes.

Investigação começou em 2008

Segundo a Polícia Federal, as investigações começaram em 2008. Integrantes da quadrilha traziam mercadorias do exterior e contatavam funcionários do aeroporto, que garantiam a entrada no país sem fiscalização ou, no caso de inspeção, a liberação imediata dos objetos. A PF informou que entre as provas que levaram aos suspeitos, estão imagens e escutas telefônicas.

De acordo com a polícia, os suspeitos também enviavam mercadorias via postal, geralmente de Miami, no Estados Unidos, para o Rio de Janeiro, com declaração falsa de conteúdo. O nome do remetente era fictício e servia para identificar a correspondência junto aos demais.

Segundo a PF, R$ 20 milhões por mês entravam no Rio de Janeiro por meio desta quadrilha, sem que fossem pagos os devidos impostos. Em março, dois passageiros foram presos com mais de R$ 1 milhão em mercadorias ao chegar no Aeroporto Tom Jobim. Segundo a PF, os passageiros respondem o processo em liberdade.

A Polícia Federal buscou cumprir 39 mandados de busca e apreensão atrás de mercadorias e novas provas para a investigação. Os agentes percorreram locais como as favelas do Jacarezinho de Manguinhos, todas no subúrbio. Cerca de 180 agentes da Polícia Federal, da Receita Federal e do Ministério Público participaram da operação.          

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