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Silvio de Abreu diz em entrevista que "autor sofre muito quando não dá audiência"

Silvio de Abreu diz em entrevista que "autor sofre muito quando não dá audiência"

Atualizado: Quarta-feira, 18 Agosto de 2010 as 9:27

"Sempre tive sorte, nenhuma novela minha foi um fracasso. Mas, quando isso não acontece, a culpa não é do autor". Silvio de Abreu, autor de novelas da Globo como a atual "Passione", e as mais antigas "Sassaricando" e "Rainha da Sucata", é modesto: em entrevista ao programa "Marília Gabriela Entrevista", do GNT, ele afirma que "o autor sofre muito quando não dá audiência. Mas, graças a Deus, não é o meu caso”. O encontro entre o novelista e a apresentadora Marília Gabriela será exibido no próximo domingo (22) no "Marília Gabriela Entrevista", às 22h.

Na televisão desde 1977, Sílvio começou como ator, mas foi escrevendo novelas que o consagraram como um dos maiores nomes da teledramaturgia brasileira. Logo depois de passar pela TV Tupi, foi contratado pela Rede Globo, onde permanece há 32 anos. Autor de 14 novelas, ele conta à Gabi quanto tempo leva para escrever uma narrativa e garante não ser fácil. “Demoro muito para escrever, mesmo tendo muitas ideias. Gosto de aprofundar tudo o que faço. Levo um dia para fazer um capítulo. Esta novela já começou com 60 capítulos na frente”.

Na atual trama “Passione”, Sílvio de Abreu pensou em cada detalhe: “Os textos e os atores passaram por uma professora. Ficamos preocupados para que não caísse no cafona nem no falso”, explica. Segundo ele, o jornal "La Reppublica", da Itália, o entrevistou há pouco tempo para falar sobre o folhetim. "Acharam que é a novela em que o idioma italiano está melhor. Os gestos, a música, a entonação têm que ser perfeitas. Como colocar uma família italiana sem isso?”, diz.

Em um dado momento do talk-show, ele revela também que todas as tramas precisam de pares, vilões, mocinhos. “Mas devem ser diferentes. O casal que faço agora [Toto e Clara] é diferente”, ressalta. Para ele, alguns temas ainda são polêmicos para a cultura brasileira, mas ele garante que consegue abordá-los de maneira sutil. “Não tenho listas do que pode ou não. No caso da avó que explora a neta foi de uma forma muito delicada e o público aceita bem”.

Incansável, ele diz à Marília Gabriela qual será o seu novo projeto -- o escritor fará em breve o remake de "Guerra dos Sexos" --e conta como foi difícil mudar o teor das suas obras de cômicas para mais densas. "Não queria fazer novela das oito. Eu precisaria raciocinar de outra maneira. Fui fazer uma minissérie ('Boca do Lixo') que não chegava perto do humor. Então fiz a ‘Rainha da Sucata’, que no começo foi um choque, porque tinha comédia. Mas fui aprendendo aos poucos”.

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