Sindicalista assassinado em SP será enterrado em Pernambuco

Sindicalista assassinado em SP será enterrado em Pernambuco

Atualizado: Quinta-feira, 16 Dezembro de 2010 as 8:35

O corpo do presidente do Sindicato dos Camelôs Independentes de São Paulo, Afonso José da Silva, assassinado na tarde desta quarta-feira (15) em São Paulo, será enterrado em Pernanbuco, sua terra natal. Ele será velado até a tarde desta quinta-feira (16) na sede do sindicato, na Rua Brigadeiro Machado, no Brás, Centro da capital paulista.

A movimentação foi grande no local durante a madrugada. Na porta, foi colocado um pano preto em sinal de luto. Silva, de 41 anos, foi morto a tiros dentro do sindicato. Ele morava no local e tinha acabado de se reunir com um grupo de ambulantes.

De acordo com a delegada Elisabete Sato, titular do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a única testemunha do crime disse que o sindicalista foi vítima de um assalto. Segundo a delegada, a testemunha contou ter visto apenas um homem, vestindo bermuda, que anunciou um assalto e em seguida deu uma gravata no sindicalista. Na sequência, de acordo com o relato, efetuou três ou quatro disparos.

Sato considerou a possibilidade de assalto frágil, mas não descarta nenhuma hipótese. “É bastante improvável, mas não está descartada esta questão do assalto”, declarou. Ela afirma que conhece o sindicalista desde o tempo em que ele era protegido pela polícia como testemunha na investigação da Máfia dos Fiscais.

Segundo ela, o dirigente sindical chegou a ter proteção policial por algum tempo, mas abriu mão do benefício. Sato afirmou que o sindicalista morava no prédio do sindicato e, segundo a testemunha, estava tirando a roupa da máquina de lavar quando foi morto nos fundos do prédio.

A versão da testemunha ouvida pela polícia contrasta com a apresentada por um dos seguranças do sindicalista. Ele disse que três homens entraram no prédio, perguntaram pelo nome do sindicalista e disseram “Pegamos você!” antes de atirar contra ele.

A delegada confirmou que o sindicalista recebia ameaças e disse que tem informações preliminares dando conta de que a morte pode ter relação com o controle das autorizações para funcionamento de bancas. “Já me deram conta aqui no local (sindicato) de que indivíduos estão tomando o lugar onde bancas de filiados estão instaladas e vendendo estas bancas por R$ 5 mil”, disse.

Outros casos

Esse é o terceiro sindicalista morto em São Paulo em dois meses. O diretor de base do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus São Paulo, Sérgio Augusto Ramos, foi morto com cinco tiros em 25 de outubro enquanto fazia panfletagem. O crime foi na frente da Viação Itaim Paulista (VIP), na Estrada do M'Boi Mirim, Jardim Ângela, Zona Sul da capital. Dois homens em uma moto dispararam cinco tiros em sua direção.

Três semanas depois, no dia 12 de novembro, outro diretor do sindicato, José Carlos da Silva, foi morto de maneira parecida. Silva foi atacado por dois homens numa moto, em uma rua da Zona Norte da capital.     fonte: G1

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