Sindicalistas ocupam sede da Delegacia do Trabalho em SP

Sindicalistas ocupam sede da Delegacia do Trabalho em SP

Atualizado: Quarta-feira, 15 Junho de 2011 as 2:14

Trabalhadores de grupos sindicais ocupam prédio

da Delegacia Regional de Trabalho

(Foto: Caroline Hasselmann/G1)

  Cerca de 150 trabalhadores que representam 57 sindicatos do estado de São Paulo ocuparam na manhã desta quarta-feira (15) o prédio da Delegacia Regional de Trabalho do Estado (DRT), no Centro da capital paulista. Eles pedem a exoneração do superintendente da delegacia, José Roberto de Melo, e reclamam da falta de auditores fiscais. Um documento com as reivindicações foi entregue ao superintendente no dia 25 de maio, segundo os sindicalistas.

De acordo com Alexandre Almeida, presidente da Federação dos Trabalhadores em Auto-Escola, Centro de Formação de Condutores, Despachantes e Transporte Escolar do Estado de São Paulo (Fetraadete), não existem fiscais para acompanhar as convenções coletivas e acordos de trabalho feitos com empresas.

“O problema é estrutural e político. Tem poucos fiscais e os que tem não saem para fiscalizar, fazem outras tarefas”, disse. “Melo [o superintendente] acabou com os conselhos sindicais. Em lugares como Jacareí e Santos, por exemplo, está havendo até despejo de imóveis das subdelegacias”, completa.

Os sindicalistas relatam abandono das subdelegacias regionais, pessoas trabalhando sem registro na Carteira de Trabalho e irregularidades no pagamento. “A gente pede fiscalização e demora pelo menos um ano para ser respondido”, afirma Francisco Corrêia, diretor do Sindicato dos Vidreiros.

Entre as reivindicações registradas em um documento entregue ao superintendente, Almeida afirma que estão a exoneração do superintendente, a volta dos conselhos sindicais e a abertura de concursos públicos para auditores fiscais.

Sindicalistas afirmam que só vão desocupar o prédio depois de conseguir marcar uma reunião com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

Falta de auditores

De acordo com o assessor do Conselho Sindical da Delegacia Regional do Trabalho, Ademar Júnior, o superintendente está em São José do Campos. O assessor admite a falta de auditores fiscais. “Falta auditor fiscal. São 527 no estado, sendo 430 ativos. A outra parte ocupa outros cargos, como de chefia”, afirma.

Ele disse que os problemas com atendimento nas subdelegacias é pontual. Ele citou o caso de São José dos Campos, no Vale do Paraíba paulista. O local, segundo ele, onde funciona a subdelegacia, teve a reforma abandonada pela empresa responsável pela obra. “O recurso para o aluguel onde funciona o [escritório] provisório não é suficiente, e Melo ainda teve que assumir lá, porque o gerente local pediu exoneração. Por isso está havendo uma deficiência em atendimento”, disse.

“A questão da falta de trabalhadores e recursos é no país inteiro”, afirma. Com relação à dissolução dos conselhos, ele afirma que ocorreu antes da atual gestão. “Já reativamos alguns conselhos, como os de Santos, Sorocaba e São Bernardo do Campos, e vamos reativar mais”, afirma.          

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