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Sistema de combate ao tráfico é adquirido por R$ 14 mi pelo governo

Sistema de combate ao tráfico é adquirido por R$ 14 mi pelo governo

Atualizado: Terça-feira, 19 Julho de 2011 as 4:31

Por exigência da Federação Internacional de Futebol (Fifa), o governo de Mato Grosso adquiriu 10 veículos que irão fazer a segurança da fronteira do Brasil com outros países, principalmente, para tentar evitar o tráfico de drogas. Pelos carros que dispõem de equipamentos de monitoramento de alta tecnologia, serão gastos R$ 14 milhões, conforme contrato firmado pela administração estadual com uma empresa russa no início deste mês.

De acordo com o presidente da Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Pantanal (Agecopa), Eder Moraes, o grupo responsável pelo sistema vai designar engenheiros da Rússia para ficar no estado por quatro anos. Enquanto isso, a fabricação dos veículos será ensinada por esses profissionais aos policiais que integram o Grupo Especial de Fronteira (Gefron). Segundo o presidente, apenas dois veículos serão trazidos prontos e os outros oito serão montados no estado.     Eder Moraes informou que Mato Grosso será o primeiro dos 12 estados, cujas capitais irão subsediar os jogos da Copa do Mundo de 2014, a dar início à implantação do Conjunto Autônomo de Operações Móveis (Comam), conforme acordo estabelecido entre o ex-presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, e o governo russo. A previsão é que o trabalho seja iniciado em 60 dias.

O sistema é composto por um módulo de radar terrestre, módulo óptico eletrônico, GPS, sistema de comunicação e rádio digital, além do visor noturno. O presidente da Agecopa explicou que o satélite é capaz de identificar 200 alvos ao mesmo tempo, em áreas delimitadas, e ainda distinguir quando se tratar de um animal.

Será possível ainda, conforme Moraes, captar e rastrear os voos dos aviões de pequeno porte, normalmente utilizados para a entrada de drogas no país, por meio de vias em que os radares da  Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) não consegue detectar. Até agora, a tecnologia foi adotada somente pelos Estados Unidos, Alemanha, Rússia e Israel.             

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