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Sobe para 15 número de presos em ação contra corrupção na Polinter

Sobe para 15 número de presos em ação contra corrupção na Polinter

Atualizado: Quarta-feira, 9 Novembro de 2011 as 4:54

Segundo polícia, grupo agia na Polinter de Nova

Friburgo (foto) (Foto: Reprodução / TV Globo) A Secretaria de Estado de Segurança Pública do Rio de Janeiroinformou que o 15º suspeito de envolvimento num esquema de corrupção em carceragens da Polinter se entregou, na tarde desta quarta-feira (9), à Corregedoria Geral Unificada (CGU). Pela manhã, um outro policial suspeito no crime também se apresentou. Uma pessoa continua foragida.

De acordo com a polícia, entre os crimes investigados na Operação Faraó está a cobrança de propina para visitas e transferência de presos.

Após as investigações, a Justiça decretou a prisão preventiva de 16 pessoas, sendo nove policiais civis. Todos, segundo a polícia, são integrantes de uma quadrilha que atuava na Polinter de Nova Friburgo , na Região Serrana, que foi desativada há dois meses.

O grupo é acusado de diversos crimes, entre eles o de quadrilha armada, concussão, prevaricação, usurpação de função pública e facilitação de acesso a aparelho telefônico a presos da carceragem da Polinter . De acordo com o MP-RJ, entre os denunciados estão quatro presos suspeitos de arrecadar dinheiro de outros detentos e familiares, além de cuidar do cotidiano administrativo da unidade prisional.

A investigação teve por base prova testemunhal e conversas telefônicas captadas com autorização da Justiça, que flagraram diálogos entre os integrantes da quadrilha, descrevendo as práticas criminosas em curso até outubro deste ano.

A Operação Faraó foi uma ação da Corregedoria Geral Unificada (CGU) com a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e a Corregedoria Interna da Polícia Civil. Os agentes contaram com o apoio da Subsecretaria de Inteligência (SSSINT) e do Grupo de Apoio Especializado de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual (MPE).

  Cobrança de taxas

Entre os 15 presos, há um delegado do Núcleo de Controle de Presos (Nucop). Alguns suspeitos de atuar na quadrilha já estão presos por outros crimes.

Na terça-feira (8), o promotor Décio Alonso Gomes, falou que o grupo cobrava R$ 10 por hora de visita a um preso e de R$ 1.500 a R$ 3 mil em relação às transferências. As investigações começaram há oito meses, a partir de denúncias de parentes de presos.

O promotor disse ainda que os presos saíam da carceragem para várias atividades. Um dos presos na manhã de terça chegou a sair da Polinter de Friburgo para fazer um assalto do tipo saidinha de banco no Leblon, na Zona Sul do Rio.

"Não é à toa que, numa gravação de agosto passado, um dos presos da operação dizia que a Polinter de Nova Friburgo era um spa", disse o promotor. Segundo ele, preso saía da cargeragem para comer bolinhos de bacalhau e beber chope.      

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