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Sobe para 24 o número de municípios afetados pelas chuvas no PR; mais de 27 mil pessoas sofreram prejuízos

Sobe para 24 o número de municípios afetados pelas chuvas no PR; mais de 27 mil pessoas sofreram prejuízos

Atualizado: Terça-feira, 2 Fevereiro de 2010 as 12

Segundo o último levantamento da Defesa Civil do Paraná, até o momento 24 municípios já reportaram prejuízos devido às fortes chuvas que atingiram o estado no último fim de semana.

Os 24 municípios afetados são: Almirante Tamandaré, Arapoti, Araucária, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Campo Magro, Colombo, Doutor Ulisses, Guarapuava, Ibaiti, Ibiporã, Jaguariaíva, Pinhalão, Pinhais, Piraquara, Ponta Grossa, São José da Boa Vista, Sapopema, Sengés, Tomazina, Wenceslau Braz, São Jerônimo da Serra, Siqueira Campos e Paranacity.

Aumentaram também os prejuízos causados pelos temporais. Até a manhã desta terça-feira (2), 27.047 pessoas sofreram algum dano por causa das chuvas. Do total, 2.732 estão desalojadas (foram para casas de parentes) e 1.347 seguem desabrigadas (foram para abrigos públicos). Segundo o subtenente Luiz Claudio Trierweiler, essas pessoas estão sendo encaminhadas, principalmente, a colégios públicos pelas autoridades municipais.

Ainda de acordo com Trierweiler, os agentes da Defesa Civil farão, assim que a água baixar, uma vistoria em todas as moradias que foram afetadas pelas chuvas para que os moradores possam voltar com segurança.

Cinco mortes já foram confirmadas, todas na cidade de Sengés, divisa com São Paulo. O município, que é o mais afetado de todo o Estado, continua isolado depois que as duas pontes que ligam o município a São José da Boa Vista e a Itararé caíram com a cheia dos rios que passam pelas cidades. A Defesa Civil informou ainda que boa parte das ligações elétricas foi restabelecida, e que a rede de telefonia está funcionando parcialmente.

De acordo com o Simepar (serviço meteorológico do Paraná), não choveu nas últimas horas na região, o que deve facilitar os trabalhos de reconstrução. A Defesa Civil informa que até o momento nenhuma campanha para arrecadar donativos para os afetados nas cidades paranaenses está em andamento.

Problemas no abastecimento de água

De acordo com a Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná), a construção de um acesso rodoviário na PR 151 na tarde de ontem (1º) possibilitou o reparo na rede de água de Sengés e o sistema já opera com 85% da sua capacidade. A previsão é de que até o final da tarde desta terça-feira (2) o abastecimento para população de 20 mil habitantes esteja totalmente restabelecido.

Porém, a companhia de saneamento ainda encontra muitas dificuldades técnicas para normalizar o sistema de esgoto da cidade. A rede foi danificada pela infiltração de água da enchente e, agora, está com vários pontos entupidos pela areia trazida pelo rio. Além disso, estruturas maiores do sistema, como elevatórias de esgoto e linhas de recalque, foram arrastadas pela correnteza e precisam ser reconstruídas. A Sanepar estima que estas obras exigirão pelo menos uma semana de trabalho para serem concluídas.

Já em Tomazina, outra cidade que teve o sistema de abastecimento de água muito prejudicado, o abastecimento foi restabelecido para 60% da população. A parte da cidade que está isolada pela queda da ponte sobre o rio das Cinzas ainda terá de esperar mais dois dias para ter o sistema recuperado, pois a enxurrada rompeu e arrastou muitos metros de tubos que formam a rede de água. Enquanto isso, a cidade está sendo abastecida com caminhões-pipa, que buscam água tratada em Conselheiro Mairinck e Siqueira Campos.

As cidades de Ibaiti, Pinhalão, Arapoti e São José da Boa Vista, que começaram a semana também registrando problemas no abastecimento, já tiveram seus sistemas de água restabelecidos e operam normalmente.

70 bairros sem água em Londrina

A segunda maior cidade do Paraná também foi afetada indiretamente com as chuvas registrada no norte do Estado. A Sanepar  informou nesta terça-feira (2) que cerca de 70 bairros de Londrina (algo em torno de 36 mil residências) ainda seguem sem água.

Embora a Sanepar tenha retomado 100% de sua produção no rio Tibagi, que abastece 54% da população de Londrina e Cambé, o sistema ainda não foi normalizado completamente.

O rio Tibagi, usado na captação de água bruta para atender as duas cidades, nasce nos Campos Gerais e, em seu percurso, recebe inúmeros afluentes da região atingida pelos temporais. O alto índice de turbidez (material suspenso na água, como areia e folhagens) afetou a produção de água tratada que é direcionada para os dois municípios.

A orientação é que a população use água com moderação, principalmente nos imóveis em que há reservatório doméstico.

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