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Sobra leito e falta material cirúrgico no Hospital das Clínicas do ES

Sobra leito e falta material cirúrgico no Hospital das Clínicas do ES

Atualizado: Quinta-feira, 18 Agosto de 2011 as 3:39

A dona de casa Florina Pereira é moradora de Vitória e precisa passar por uma cirurgia para a retirada de um tumor no fêmur. Ela marcou a cirurgia para o dia 15 de julho no Hospital das Clínicas em Vitória, ficou internada por três horas, mas foi liberada porque não tinha material no hospital. Enquanto isso, de acordo com o Conselho Regional de Medicina (CRM), existem 100 leitos que estão parados no hospital.

Segundo o presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM) do Espírito Santo Aloísio Faria de Souza, o Hospital das Clínicas, em Vitória tem 320 leitos, mas destes 100 estão fechados. "Eles estão em condições de atendimento, mas precisam passar por uma pequena melhoria nas instalações físicas. O hospital tem condições de funcionar com toda a sua capacidade que são os 320 leitos. O Governo Federal tem instrumento para fazer as contratações em caráter de urgência. A vida humana tem que ser tratada com dignidade, principalmente, para aqueles que dependem do Sistema Único de Saúde", relatou o presidente.

A direção do Hospital das Clínicas de Vitória, único hospital federal do estado, informou que vai abrir uma licitação, para contratar uma empresa e fazer os reparos necessários até o final do mês de agosto. Já sobre a situação de Florina Pereira, o hospital informou que o material que faltava para a cirurgia já foi reposto e que o médico está providenciando a remarcação da operação.

Denúncia Hospital

O Conselho Regional de Medicina no Espírito Santo denunciou nesta quarta-feira (17) as condições precárias de funcionamento do Hospital das Clínicas, em Vitória. O atendimento aos pacientes não é adequado. Um documento foi enviado ao governo federal, mostrando as condições de funcionamento do hospital e pedindo liberação de recursos para implementação de projetos.

O CRM não pediu a intervenção do hospital, levando em consideração que é um dos principais do estado e o prejuízo para a saúde pública seria ainda maior. A direção do hospital se reuniu com a do CRM e apresentou os trabalhos que estão sendo realizados para superar as dificuldades.

Os documentos enviados ao governo federal mostram a situação precária de estrutura do hospital. Reboco da parede soltando, paciente internado em local inaquedado, salas interditadas, marcas de infiltrações no teto e desorganização com os prontuários dos pacientes são alguns dos problemas apontados pelo CRM.          

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